Cobertura outonal garante maior produtividade

Agronegócio

07 de maio de 2019 21:33

Fernando Rogala

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Cobertura garante o aumento na concentração de material orgânico do solo Foto: Divulgação
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Economia pode ser de mais de 15% nos custos e produção pode crescer cerca de 10%

Apesar de ainda ser vista com certa desconfiança por parte dos agricultores do Paraná, a cobertura outonal vem ganhando força nas regiões Sul e Centro Sul do estado para melhorar a produtividade das culturas de inverno e de verão. A cobertura, além de assegurar a descompactação da terra, garante o aumento na concentração de material orgânico do solo, desencadeando reações que liberam o nitrogênio e o fosforo, componentes fundamentais para uma produtividade maior e de qualidade.

A cobertura outonal é instalada após a colheita de verão, entre os meses de março a abril, ocupando o espaço que pode variar de 45 a 90 dias que precedem a semeadura dos cereais de inverno, como trigo e cevada. Além de assegurar a proteção do solo contra o impacto direto das chuvas, a técnica reduz a incidência de fungos de solo, impede o desenvolvimento de plantas invasoras, auxilia na descompactação do solo e na ciclagem de nutrientes, aporte de matéria seca e nitrogênio ao sistema, dessa forma contribuindo para o aumento no teor de matéria orgânica do solo.

O engenheiro agrônomo Henrique Menarim, diretor técnico da Menarim Sementes, explica que a composição da cobertura outonal irá depender de cada propósito, podendo ser feita por uma ou mais espécies de plantas. “Quando se tem um intervalo curto entre a colheita de verão e a semeadura de inverno, pode ser usado o nabo forrageiro solteiro ou consorciado com o milheto, pois ambas são de crescimento rápido e podem proporcionar a descompactação do solo e ciclagem de nutrientes”, diz. 

Apesar das vantagens, a técnica ainda é vista por muitos agricultores como um custo a mais no sistema produtivo. “Mas essa é uma visão equivocada”, reforça Menarim. Segundo ele, a cobertura outonal permite a proteção e a melhoria na fertilidade do solo. O primeiro impacto positivo que o agricultor terá ao adotar a técnica é a diminuição de gastos com fertilizantes nas safras seguintes. Como a cobertura outonal agrega matéria seca ao sistema, o agricultor passa a ter naturalmente um solo mais fértil, sem compactação e com boa capacidade de infiltração e retenção de água, tudo isso aliado ao aumento no teor de matéria orgânica do solo.

Custo menor

O agricultor Jhonsom Yamamoto, que administra uma fazenda em Castro, é um dos adeptos da cobertura e não a enxerga como custo. Para ele, a falta de uma adesão maior à técnica se deve a um certo comodismo por parte dos agricultores. “O pessoal acaba preferindo o arroz com feijão”, diz.  

Entretanto, esse “arroz com feijão” pode ter um gasto maior que a cobertura outonal. Yamamoto faz a comparação de custos: em março ele plantou nabo com o intuito de descompactar o solo, agredido pelas chuvas do mês, e despendeu aproximadamente R$ 250,00 por hectare. Deste valor, cerca de R$ 50,00 foram gastos com a compra de sementes e R$ 200,00 foram os custos da operação de plantio. Se o agricultor optasse pelo “arroz com feijão”, teria gastado só com o aluguel da máquina para descompactar o solo R$ 300,00, sem contar com a operacionalidade. Ou seja, a técnica da cobertura lhe garantiu uma economia de mais de 15% nos custos.

Além do plantio do nabo, Yamamoto também apostou na aveia para a busca de nutrientes para o solo. Essa mesma técnica foi adotada no ano passado: nabo para a descompactação do solo e aveia para a concentração de material orgânico. Com isso, segundo ele, conseguiu uma produção de 7% a 10% maior, com um custo também mais baixo.


As informações são da assessoria de imprensa

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