Chuva minimiza risco de perdas na soja nesta safra

Agronegócio

13 de janeiro de 2020 18:58

Fernando Rogala


Relacionadas

Ranking do PIB do agronegócio tem 4 cidades da região

Produtor paranaense colhe soja sem uso de agrotóxico

Cafés do Brasil exportam 40,6 milhões de sacas de 60kg

Paraná reforça fiscalização na fronteira com Argentina
Chuva minimiza risco de perdas na soja nesta safra
Show Rural Coopavel deverá movimentar R$ 2 bi
Novo instituto fortalece sistema estadual de agricultura
A soja começará a ser colhida com maior intensidade a partir de março Foto: Arquivo JM
PUBLICIDADE

Com altas temperaturas e insolação intensa, algumas variedades de soja precoce maduraram antes e já foram colhidas 


A falta de chuvas mais constantes desde o dia 20 de dezembro trouxe temor aos produtores rurais da região dos Campos Gerais, especialmente os que plantaram soja. Com o clima seco por três semanas, caso não viesse um volume razoável de chuvas até o dia 15 de janeiro, havia o risco de quebra nesta safra 2019/2020 do grão. Porém, na sexta-feira (10) pela tarde e no sábado (11), as chuvas vieram em intensidade suficiente para zerar esse risco de quebra pelas próximas semanas, informa o Deral. No domingo, em algumas cidades da região, também foi registrada uma quantidade alta de precipitação. 

No sábado a chuva foi melhor e mais uniforme em toda a região, com volume maior, como em Arapoti, Sengés, Tibagi. Em Ponta Grossa, por exemplo, choveu 22 milímetros, o que precisava. Então a preocupação que tínhamos não temos mais”, explica Luiz Alberto Vantroba, economista do núcleo regional de Ponta Grossa do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab). Por esse motivo, a projeção de atingir uma média de produtividade de 3,8 mil quilos por hectare está mantida. Com isso, a perspectiva de um recorde histórico na colheita de soja para a região está mantida, na casa de 2,17 milhões de toneladas na área plantada de 571 mil hectares.

O excesso de sol e a falta de chuva, porém, acabou resultando em um amadurecimento antecipado na soja precoce. Segundo Vantroba, o ciclo foi antecipado em até 10 dias em algumas propriedades. Com isso, a colheita já foi iniciada na semana passada na região. “Foi uma surpresa, porque o pessoal já está colhendo. Essa soja foi plantada logo após a liberação do vazio sanitário. Então antecipou um pouco o ciclo e completou. Mas o rendimento não é tão bom, entre 3,2 mil a 3,6 mil quilos por hectare”, antecipou Vantroba. Segundo ele, o ciclo normal da soja é de cerca de 130 dias. O pico da colheita é no mês de março – atualmente a maior parte do plantio da soja na região, cerca de 50%, está na formação de grãos. 


Feijão já foi quase todo colhido

Está quase em fase de conclusão a colheita de feijão na região dos Campos Gerais. Cerca de 85% já foi retirado do campo, com uma produtividade boa, na casa de 2,2 mil quilos por hectare, explica Vantroba. Apesar da boa produtividade, houve uma certa redução em relação à produção total esperada, principalmente por fenômenos climáticos não favoráveis nas últimas semanas. “Até dia 20 de dezembro foi excesso de umidade, e depois do dia 20 as chuvas cessaram e começou a dar problema na colheita, da quebra de grão na máquina, por estar muito seco”, explicou, informando que esse problema se resumiu a cerca de 10% da área plantada.

PUBLICIDADE

Recomendados

IVC Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização