Ortigara destaca retração na taxa de juros no Plano Safra

Agronegócio

18 de junho de 2020 20:48

Fernando Rogala


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Foto: Divulgação
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Secretário Estadual da Agricultura aponta Plano Safra como ‘realista’


O Governo Federal divulgou nesta quarta-feira (17) o Plano Safra 2020/2021 com a destinação de R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária de pequenos, médios e grandes produtores. Esse volume é 6,1% superior ao disponível para a safra 2019/20, que se encerra no final deste mês. Também haverá redução nas taxas de juros aplicadas sobre os recursos para as atividades no campo.

“Em que pese a possibilidade de fazer crítica aqui ou acolá, o Plano Safra anunciado parece bastante realista”, afirmou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Espero que a gente tenha um bom ano com esse apoio da política agrícola federal.”

O primeiro aspecto analisado por ele é a resposta que o plano dá em relação ao aumento de custos da agricultura, sobretudo em decorrência da valorização do dólar, que impacta em alguns insumos. “Temos redução importante da taxa de juros nas várias linhas”, destacou Ortigara. Para agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a taxa de juros foi reduzida de 3 a 4,6% para 2,75% a 4%, enquanto o volume de crédito é 5,7% maior, chegando a R$ 33 bilhões.

Os produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terão o maior aumento de recursos para custeio e investimentos, com 25,1% a mais que na safra 2019/20, chegando a R$ 33,12 bilhões. A taxa de juros caiu de 6% para 5%. “Muitos produtores que eram pronafianos passaram a ser médios e agora podem contratar um pouco mais de gente”, disse.


Seguro

O secretário destacou, ainda, o aumento de R$ 300 milhões na subvenção ao prêmio do seguro rural, que terá R$ 1,3 bilhão disponível para a próxima safra. Por entender essa importância, o Paraná tem um programa de seguro rural complementar ao federal. Para a atual safra foram destinados R$ 15 milhões.

Informações da AEN

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