Safra de trigo tem bom desenvolvimento na região

Agronegócio

14 de julho de 2020 20:15

Fernando Rogala


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Região deverá ter segunda maior produtividade de trigo do estado Foto: Divulgação
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Plantio foi concluído nos Campos Gerais nos últimos dias. Perspectiva de crescimento na produção é de 21%


O plantio de trigo, principal cultivo de inverno nos Campos Gerais, foi concluído na região. Apesar de diversas regiões sofrerem com a seca e a estiagem, os produtores dos Campos Gerais não tiveram esse problema, informa Luiz Alberto Vantroba, economista do núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral). Isso ocorre porque na janela de plantio na região, a partir da segunda quinzena de maio, houve a incidências de chuvas, que foram suficientes para o plantio e desenvolvimento do trigo. No total, a área plantada neste ano é de 130,9 mil hectares, com a perspectiva de produção de 471,4 mil toneladas, valor que é 21% superior às 389 mil toneladas colhidas no último ano. 

“Até agora tudo está ocorrendo na normalidade. Houve a seca mas desde o 20 de maio voltou a chover, o que coincidiu com o início do plantio de trigo na região”, informou Vantroba. “Em junho choveu dentro da normalidade no decorrer do mês e em julho também está chovendo, então esse clima foi exatamente favorável para a germinação e desenvolvimento. Os produtores estão contentes com os resultados”, completa o economista. 

Em outras regiões, porém, como no Oeste do Estado, onde o plantio ocorre entre abril e maio, Vantroba lembra que alguns produtores plantaram na terra seca. Como não choveu, não germinou, e por esse fato a região terá perdas na produtividade. No Sul do Estado, onde o plantio é mais tardio, isso não ocorreu. “Aqui nos Campos Gerais não houve falha na germinação, então o pessoal plantou e o trigo está se desenvolvendo. Agora estão fazendo os tratos culturais, como o controle de doenças e pragas, aplicação de nitrogênio, cobertura”, revela, sobre o monitoramento.

Agora, se manter nesse ritmo, informa Vantroba, a perspectiva de rendimento de 3,6 mil quilos por hectare está mantida. “A não ser que ocorra uma geada extemporânea, como em setembro, por exemplo, porque o trigo tolera a geada em fase inicial, até é benéfico, mas depois não. Por isso também que os produtores fazem o escalonamento, para não ser prejudicado 100% em uma eventual adversidade climática”, conclui.


Ciclone bomba traz prejuízos

O ciclone bomba, que trouxe destruição em diversas regiões do estado, também trouxe perdas ao agronegócio nos Campos Gerais. Segundo Vantroba, os prejuízos foram significativos para a horticultura, causando danos em estufas, bem como gerando perdas na produção. O trigo, contudo, não foi prejudicado. “Não trouxe problemas por estar de porte baixo, mas se fosse mais tarde, aí sim provocaria acamamento na cultura e traria prejuízo”, conclui.

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