VBP da região cresce 6,6% e atinge R$ 11,73 bi

Agronegócio

29 de julho de 2020 19:11

Fernando Rogala


Relacionadas

Unium é o 3º maior grupo produtor de leite do Brasil

Número de empregados na agricultura fica normalizado

Castrolanda atinge faturamento recorde de R$ 4 bi

​IDR-Paraná promove maior concurso agrícola do país
Agrotóxico dizima abelhas de 40 caixas em Turvo
Ipea prevê menor crescimento do agronegócio em 2021
Herança Holandesa expande produção de farinha em PG
Além da soja e da produção madeireira, o leite está entre os principais produtos da região Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Entre os 26 municípios dos Campos Gerais, 20 apresentaram crescimento na geração de riquezas no último ano. Região produziu 12% de todas as riquezas do estado no campo


A região dos Campos Gerais ampliou a geração de riquezas no campo no último ano de 2019. Somados os valores gerados pela agricultura, pecuária e silvicultura, os 26 municípios dos Campos Gerais movimentaram R$ 11,73 bilhões em riquezas no acumulado do ano passado. Esse valor é 6,62% superior aos R$ 11 bilhões contabilizados em 2018 na região. Os números são do Valor Bruto de Produção Agropecuária (VBP), divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB). 

No Estado do Paraná, o montante acumulado em 2019 foi de R$ 97,72 bilhões, número que representa, em termos nominais, o maior valor da história, que teve crescimento de 8,81% na comparação com os R$ 89,8 bilhões contabilizados em 2018. Esses valores consolidados também mostram que os Campos Gerais geram 12% de todas as riquezas do campo no Paraná, mesmo os 26 municípios representando apenas 6,5% do total de 399 cidades. Além disso, entre os 25 maiores VBPs municipais do Estado, sete são dos Campos Gerais. 

Em uma análise mais ampla, o ano de 2019 foi positivo para a maior parte dos municípios, que ampliaram seus VBPs. Apenas seis municípios reduziram, entre eles, Ortigueira e Ivaí, que registraram pequenas quedas, de 0,28% e 0,78%, respectivamente. Depois, se destacaram, com as maiores quedas, Telêmaco Borba (33,6%), Sengés (19,7%) e Imbaú (12%), municípios que têm, em comum, a grande produção florestal, que geralmente apresenta grande variação positiva ou negativa de um ano para o outro, dependendo das áreas de corte. Outro município que teve queda foi São João do Triunfo, onde o principal produto é o fumo. Por outro lado, os municípios que apresentaram maior crescimento do VBP foram Ventania (23,5%), Prudentópolis (20,8%), Reserva (20,7%), Cândido de Abreu (20%), Piraí do Sul (15,1%) e Irati (14,2%). 

O economista do núcleo regional do Departamento de Economia Rural em Ponta Grossa, Luiz Alberto Vantroba, ressalta que são os avanços tecnológicos constantes que permitem o crescimento ano a ano. “O agro é um setor da economia muito pujante, que está na vanguarda, e ano a ano apresenta melhores índices de produtividade, não só na agricultura, mas também na pecuária. O setor representa grande percentual no PIB estadual e nas exportações do Paraná. Por mais que hajam crises, vistas em outros anos, o agronegócio tem alavancado a economia”, ressaltou o economista.

Quanto ao desempenho da região, Vantroba observa que não se tratou da soja, o principal gerador de riquezas da região, que teve queda na produtividade e no valor de venda em 2019, na comparação com 2018, mas a outros produtos e setores. “A região dos Campos Gerais é bastante diversificada. Além do leite, o setor florestal é muito forte. A Klabin, por exemplo, dependendo do ano, ela corta árvores em um município, e dependendo do ano. Então, em 2019, cortaram menos em Telêmaco e concentraram em Reserva, Ventania, e outros municípios”, disse, destacando ainda que os Campos Gerais possui industrialização na pecuária, seja pelas cooperativas ou por grandes empresas privadas.


Castro tem o 2º maior Valor Bruto do Estado do Paraná

O município de Castro, na região dos Campos Gerais, é o segundo que mais gerou riquezas no Estado. Neste ano, o município contabilizou um VBP de R$ 1,72 bilhão, montante 9,49% maior que o valor de R$ 1,57 bilhão registrado em 2018. Tal valor fez o município manter-se na segunda colocação, atrás apenas de Toledo, que teve um VBP de R$ 2,68 bilhões, e à frente de Cascavel, com um resultado de R$ 1,67 bilhão. O resultado de Castro destaca-se pela grande diversificação observada na cidade, com o leite liderando na pecuária e a soja da agricultura, mas também com alto valor agregado tanto na produção de suíno de corte quanto em frango de corte. Como a pecuária tem um valor agregado maior, esse fator, aliado à grande extensão territorial da cidade, puxa pra cima os resultados do município. Depois, no ranking estadual, destacam-se Tibagi (10º), Carambeí (12º), Piraí do Sul (17º), Palmeira (18º), Ponta Grossa (23º) e Arapoti (24º).


Projeção para 2020

Para o VBP de 2020, que será divulgado no próximo ano, mas se refere à safra deste ano, como a de verão, já foi colhida, Vantroba acredita em um crescimento bastante expressivo, especialmente pela soja, que teve uma grande valorização em relação aos anos anteriores e à produtividade, com a produção recorde deste grão neste ano. Há algumas semanas, o próprio secretário de Estado de Agricultura, Norberto Ortigara, ressaltou que o VBP estadual de 2020 deve passar de R$ 100 bilhões, pelo bom desempenho em vários setores.

| Foto:
 



PUBLICIDADE

Recomendados