Soja gera R$ 3,28 bi em riquezas na região em 2020

Agronegócio

03 de agosto de 2020 19:34

Fernando Rogala


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Tibagi, Castro e Ponta Grossa são os maiores produtores de soja dos Campos Gerais Foto: Divulgação
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Grão é o principal produto gerador de riquezas no campo em 21 dos 26 municípios da região. Leite também é destaque

Por mais um ano seguido, a soja domina a geração de riquezas na região dos Campos Gerais, seguindo como o principal produto entre os produzidos no campo. Somada toda a movimentação junto aos 26 municípios dos Campos Gerais, a soja gerou um Valor Bruto de Produção de R$ 3,28 bilhões em 2019, montante que corresponde a 27,98% do VBP agropecuário dos Campos Gerais, que atingiu R$ 11,73 bilhões no acumulado do ano. Na comparação com 2018, quando o VBP da soja somou R$ 3,23 bilhões, houve um acréscimo de 1,5% - apesar da alta, a participação teve uma queda, já que ela representava, em 2018, 29,5% do total regional. Leite, madeira para celulose, fumo, milho, suínos, feijão e frango também se destacam entre os principais produtos dos Campos Gerais. 

Entre todos os municípios, a soja foi o produto que mais gerou riquezas em 21 cidades, aparecendo na segunda posição em outras quatro cidades. A única exceção fica por conta de Telêmaco Borba, onde há domínio da produção madeireira, onde a soja não aparece no ‘top 3’ dos principais produtos no município. Entre essas cidades, somente em Tibagi, por exemplo, foi gerado um VBP de R$ 444,62 milhões, seguida por Castro, com R$ 313,9 milhões. Em Ponta Grossa, terceira colocada neste ranking, a soja representou R$ 283,59 milhões do VBP municipal, ou seja, 45,1% do total de R$ 628 milhões produzidos no decorrer do ano. 

Já entre as cidades que não tem na soja a sua maior fonte de riquezas, estão Castro e Carambeí, onde o leite é o principal produto. Em Castro, por exemplo, a capital nacional do leite, este produto gerou R$ 432,98 milhões em riquezas em 2019, diante da produção de 323,12 milhões de litros, enquanto que em Carambeí esse valor foi de R$ 271,1 milhões. O Fumo, por sua vez, se destacou como o principal produto em São João do Triunfo (R$ 154,1 milhões), e o segundo principal em Imbituva, Ipiranga, Irati, Ivaí, Prudentópolis e Rebouças; além de ser o terceiro em Palmeira. 

Em Telêmaco Borba, a base da produção no campo é a silvicultura, tanto que os três principais geradores de riquezas foram dessas áreas: madeiras em tora para papel e celulose (R$ 179,5 milhões), lenha e mudas de pinus. A madeira para papel e celulose também foi o principal produto de Imbaú (R$ 39,8 milhões). Depois da produção leiteira, na pecuária destacam-se a produção de suínos, que é a segunda maior fonte de riquezas em Piraí do Sul (R$ 119,9 milhões), Jaguariaíva (R$ 40,5 milhões) e Tibagi (R$ 72,4 milhões), além de ser a terceira principal atividade em Arapoti R$ (98,5 milhões), Carambeí (R$ 79,5 milhões), Castro (R$ 205,8 milhões) e Ipiranga. Já o frango é gerou o terceiro maior VBP em Irati, Piraí do Sul e Ponta Grossa.


Feijão e trigo são destaque em municípios

O feijão é o terceiro principal produto em seis municípios dos Campos Gerais. O maior produtor é Prudentópolis, onde sua produção rendeu R$ 101,1 milhões aos produtores rurais em 2019. Outros locais onde esse grão tem grande importância na produção municipal são Fernandes Pinheiro, Imbituva, Ivaí, São João do Triunfo, e Teixeira Soares. Já o trigo destaca-se como o segundo principal gerador de riquezas de Ponta Grossa, com R$ 36,1 milhões em 2019. Em Tibagi, destaque nacional na produção de trigo, este foi o quarto principal cultivar, onde sua comercialização rendeu R$ 61 milhões aos triticultores.

Tomate e maça estão entre os principais produtos 

Os números divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB), também mostram produções peculiares de alguns municípios. Um desses casos é o de Porto Amazonas, conhecida pela produção de maça: a fruta corresponde ao terceiro maior valor de produção do município, com R$ 10,58 milhões gerados, muito próximo do segundo colocado, que foi a produção de batata, com R$ 10,6 milhões. Batata, que, aliás, foi também o segundo principal produto de Fernandes Pinheiro (R$ 23,5 milhões) e o terceiro de Rebouças (R$ 21,7 milhões). Reserva não é reconhecida como uma das principais produtoras de tomate do Brasil por acaso: somente ele rendeu R$ 100,76 milhões aos produtores, valor muito próximo ao gerado pela soja (R$ 101,2 milhões) no município. Outro dado interessante se refere a Ortigueira, onde a galinha para recria rendeu R$ 35,1 milhões, terceiro maior VPB da cidade.

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