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Soja deverá gerar R$ 5,6 bilhões em riquezas na região

Agronegócio

02 de março de 2021 20:30

Da Redação


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Foto: Jaelson Lucas/AEN
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Valor de venda do grão quase dobrou no período de um ano e irá impulsionar o aumento no VBP dos Campos Gerais

A colheita da soja começa a ganhar volume na região dos Campos Gerais. Com mais de 10% da área já colhida e o pico da colheita entre este mês de março e abril, a perspectiva é de que sejam colhidos 2,17 milhões de toneladas na região. Trata-se de um valor um pouco inferior ao colhido na safra passada (2019/2020), 3% menor, quando o recorde de 2,24 milhões de toneladas foram colhidas junto aos 19 municípios abrangidos pela regional do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab). 

Até o momento, o núcleo regional da Seab estima um rendimento de 3,9 mil quilos por hectare, junto aos 558,2 mil hectares plantados nos municípios da região. O rendimento esperado também está inferior aos 4,03 mil quilos por hectare retirados na safra anterior. De acordo com os dados do Estado, a saca do grão (60 quilos) está sendo comercializada ao preço médio de R$ 155 na região dos Campos Gerais, variando entre R$ 154 e R$ 157 (preço mínimo e preço máximo). Com isso, com as 36,28 milhões de sacas previstas para serem colhidas nos Campos Gerais, a previsão é que a venda dessa soja renda R$ 5,62 bilhões aos produtores rurais dos Campos Gerais. 

Em todo o Paraná, segundo o Deral, a produção de soja na safra 20/21 da mesma forma não será recorde, mas tende a ser volumosa. Se o clima colaborar nas próximas semanas, deve haver aceleração da colheita. Está prevista para esta safra a produção de 20,34 milhões de toneladas, volume 2% abaixo do produzido na safra anterior, e 1% menor do que a expectativa registrada no início do ciclo.

Por outro lado, o preço pago ao produtor ajuda a compensar essa redução, de acordo com o economista do Deral, Marcelo Garrido. Na semana passada, no Estado, a saca de 60 kg de soja foi comercializada acima de R$ 152. Na mesma semana de 2020, o valor era de aproximadamente R$ 79,00. De maneira geral, a situação da safra ainda preocupa os produtores, principalmente devido às chuvas que podem ocorrer neste momento do ciclo e afetar a qualidade do grão. Se a colheita se desenvolver bem em março, o produtor não terá problemas na sequência da safra.


Plantio de feijão e de milho de segunda safra é concluído 

Entre os outros cultivares, houve a conclusão, nos últimos dias, do plantio de feijão e milho segunda safra. Desde a última semana, as chuvas atrapalharam a colheita do milho de primeira safra, que está com mais de 60% colhido nos municípios dos Campos Gerais. Com a alta umidade voltando, aumentam as preocupações dos produtores com doenças fúngicas, como a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) e mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum) na soja. E em relação ao milho, em todo o Paraná, há lavouras infestadas pela cigarrinha do milho (Dalbulus maidis)

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