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VBP da região cresce 30,83% e atinge R$ 15,35 bi

Agronegócio

23 de julho de 2021 18:45

Fernando Rogala


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A soja foi responsável por mais de 25% do VBP regional Foto: Arquivo aRede
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Entre os 14 municípios do Paraná com VBP superior a R$ 1 bilhão, quatro são dos Campos Gerais


A geração de riquezas no agronegócio teve um salto no ano de 2020 na região dos Campos Gerais. Somados todos os valores brutos de produção (VBP) de cada produto no campo, foram gerados R$ 15,35 bilhões nos 26 municípios da região no último ano. Esse valor representa um acréscimo de 30,83% no VBP regional no período de um ano, em termos nominais, um aumento de R$ 3,61 bilhões, em relação aos R$ 11,73 bilhões atingidos em 2019. A alta segue a média estadual, que também registrou um aumento nominal de 30,8%. Esses 26 municípios representam 11,95% de todo VBP do Paraná, que somou R$ 128,35 bilhões. Os números foram levantados pelo Departamento de Economia Rural, e publicados no Diário Oficial do Estado e no site da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento nesta sexta-feira (23).

Castro mantém-se como o principal município dos Campos Gerais, com o maior valor de produção. No acumulado de 2020, o agronegócio do município teve um faturamento de R$ 2,26 bilhões, valor que cresceu R$ 544,8 milhões em relação a 2019 (31,66%). A alta, porém, foi menor que a de Cascavel, que subiu para a segunda colocação no ranking estadual (R$ 2,27 bilhões), mas também atrás de Toledo, que com sua grande produção de suínos e frango de corte, atingiu R$ 3,49 bilhões (R$ 810 milhões a mais que em 2019). O segundo maior crescimento nominal foi de Carambeí, onde o VBP cresceu R$ 370,59 milhões e atingiu R$ 1,17 bilhão, em alta de 46,3%.

Em percentual, os maiores crescimentos foram de Sengés, de 66,4% (de R$ 162 milhões para R$ 269,7 milhões) e Jaguariaíva, com 57,02% (de R$ 321,7 milhões para R$ 505,2 milhões). Por outro lado, apenas dois municípios tiveram queda nominal no VBP: Imbaú, de 40%, onde o valor caiu de R$ 69,10 milhões para R$ 40,98 milhões, e Curiúva, onde houve uma pequena retração de 0,6%, ao cair de R$ 148,2 milhões para R$ 147,4 milhões. E quando observada a inflação do período, dois tiveram crescimento nominal, mas queda real, casos de Ortigueira (alta de R$ 483,6 milhões para R$ 511,6) e Reserva (alta de R$ 426 milhões para R$ 449,5 milhões).

Entre todos os 399 municípios paranaenses, apenas 14 registraram um VBP superior a R$ 1 bilhão. Entre eles, quatro são dos Campos Gerais: Castro (terceiro estadual), Tibagi (10º estadual, com VBP de R$ 1,26 bilhão), Carambeí (11º estadual) e Piraí do Sul (14º estadual, com VBP de R$ 1,02 bilhão. O top 5 regional foi mantido na mesma ordem de 2019, com Palmeira na quinta posição. Já a na sexta colocação houve uma inversão, com Arapoti ‘roubando’ a colocação de Ponta Grossa, que caiu para a sétima. Seus VBPs foram de R$ 852,3 milhões e R$ 822,3 milhões, respectivamente. Nas últimas posições do ranking regional seguem Imbaú (R$ 40,98 milhões) e Porto Amazonas (R$ 83,83 milhões).

“Em que pese a pandemia e as condições climáticas não tão favoráveis, a produção agropecuária paranaense foi bastante razoável e os preços acompanharam boa parte da evolução das principais commodities do mundo, o que trouxe renda para os agricultores e esse crescimento expressivo”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

 

Soja lidera na geração de riquezas em 22 municípios

Entre todos os diversos produtos cultivados ou criados nos Campos Gerais, a soja tem predominância, representando mais de 25% de todo o VBP regional. Entre os 26 municípios, a soja gerou o maior volume de riqueza em 22 cidades: só não foi líder em Castro e Carambeí, onde o leite domina o VBP; nem em São João do Triunfo, onde o fumo tem destaque, e nem em Telêmaco Borba, que tem na madeira sua maior geração de riquezas. Em Castro, Carambeí e São João do Triunfo a soja é o segundo principal produto, ao passo que em Telêmaco Borba é apenas o quinto (R$ 2,59 milhões), atrás de tora para papel e celulose, madeira para serraria, mudas de pinus e mudas de eucalipto.

O leite, além de liderar em Castro, com um VBP de R$ 604,09 milhões, e em Carambeí, com R$ 373,1 milhões, foi o segundo principal produto em Arapoti (R$ 165 milhões), Palmeira (R$134 milhões) e Cândido de Abreu (R$ 39,7 milhões), e o terceiro principal em Teixeira Soares (R$ 52,29 milhões). O Fumo, destaque em São João do Triunfo (R$193,29 milhões) e o segundo principal cultivo em Prudentópolis (R$ 122 milhões), Ipiranga (R$ 111,5 milhões), Imbituva (R$ 89,2 milhões), Ivaí (R$ 54,47 milhões) e Rebouças (R$ 36,57 milhões), além de ser terceiro em Palmeira (R$ 97 milhões) e em Irati (R$ 80,9 milhões).

Também se destacam, na região, o milho, segundo principal produto em quatro cidades, e o terceiro em sete municípios; o feijão, segundo principal em Irati e terceiro em cinco cidades (incluindo Prudentópolis). Piraí do Sul tem destaque na pecuária, com suínos para corte como segundo principal produto (R$ 178,2 milhões), e frango para corte como o terceiro (R$ 176 milhões). Suínos também são destacam em Castro, Arapoti, Ipiranga e Jaguariaíva. E madeira para papel e celulose, além de Telêmaco, é destaque em Ortigueira, Reserva e Imbaú.

 

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