PIB da região cresce 11,2% e soma R$ 37,9 bilhões

Campos Gerais

13 de dezembro de 2019 19:53

Fernando Rogala


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PIB per capita de Ponta Grossa atingiu a marca de R$ 42,2 mil por habitante. Foto: Carlos Eduardo Chagas Pereira / PG do Alto
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Incremento em 12 meses foi de quase R$ 4 bilhões nos 26 municípios da região. Crescimento real de Ponta Grossa, de 8%, é seis vezes maior que o crescimento nacional, de 1,3%


Ponta Grossa registrou, em 2017, um grande crescimento na sua economia. O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no decorrer do ano, atingiu a marca de R$ 14,53 bilhões. O valor é R$ 1,56 bilhão superior aos R$ 12,97 bilhões acumulados no acumulado de 2016, o que representa um crescimento nominal de 12,02% no período de 12 meses. Trata-se de uma elevação acima das médias do Paraná e do Brasil, que registraram uma alta na casa de 4% a 5% nominais. Mesmo se descontada a inflação acumulada no período (índice deflator do PIB), o crescimento real da economia da cidade ficou em 8,07%, um percentual seis vezes maior que o crescimento do PIB nacional, que foi de 1,3% em números reais.

Essa elevação, mostrada nos números revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13), fez com que Ponta Grossa saltasse diversas posições nos rankings municipais. No Estado do Paraná, por exemplo, agora o município superou Foz do Iguaçu para ser a sexta maior economia estadual, e galgou nove posições no ranking nacional, saindo da 72ª posição para consolidar-se como o município com o 63º maior PIB do Brasil. Na região Sul do Brasil, Ponta Grossa ocupa agora a 13ª posição, com uma participação de 0,22% no PIB nacional e de 1,30% no PIB regional (Sul). Em relação a 2010 (R$ 6,6 bilhões), o PIB mais que duplicou e essa alta de 8% foi a maior desde 2013, ano de início da crise econômica do país.

Entre os setores, Ponta Grossa se destaca na indústria, sendo o 49º município do Brasil que mais produz riquezas neste setor, contabilizando R$ 4,6 bilhões em 2017.Somente este setor cresceu, em termos nominais, 16,8% em relação aos R$ 3,94 bilhões registrados em 2016, o que representa uma alta real na casa dos 12% no Valor Adicionado da Indústria. Índice que é facilmente explicável: como em 2016 houve a inauguração da Ambev e a inauguração da ampliação dos investimento de R$ 400 milhões na Heineken, que potencializou a produção, 2017 foi o primeiro ano ‘cheio’ das produções dessas empresas. Além disso, a DAF, que fabrica produtos com alto valor agregado (caminhões), vem em uma crescente na produção.

A economista Augusta Pelinski Raiher, doutora em economia de desenvolvimento regional, professora da UEPG, confirma os investimentos desta década como o grande vetor do crescimento da economia municipal. “Temos um ponto bem positivo no que se refere à industrialização, que foi o grande carro-chefe da fomentação do PIB em Ponta Grossa e nos Campos Gerais. Isso ocorre porque Ponta Grossa vem investindo forte, desde 2010, na ampliação e instalação de novas indústrias, então isso intensifica a dinâmica, mas não de imediato; tem um tempo de maturação”, explica.

O setor de serviços, porém, tem a maior representatividade com um valor somado de R$ 6,16 bilhões, o 73º maior do país. A alta nominal foi na casa de 7,01%, mostrando que houve um incremento neste setor. A administração pública registrou uma movimentação de R$ 1,47 bilhão (alta de 8,59%); e os impostos sobre produtos contabilizaram R$ 1,99 bilhão (incremento de 21,7%). O agronegócio somou um Valor Adicionado de R$ 291 milhões, com alta de 7,11%, o que representa 2% de todo o PIB.


Alta do município foi a 2ª maior entre as principais cidades

Na comparação com as outras grandes cidades paranaenses, as oito com o maior PIB, Ponta Grossa apresenta o segundo maior crescimento, com um índice de elevação junto ao de São José dos Pinhais, a cidade que teve um crescimento nominal de 12,10% (ou seja, 0,08% melhor que Ponta Grossa). Curitiba, a capital paranaense, que tem o quinto maior PIB do Brasil, com um valor de R$ 84,7 bilhões, teve uma queda no PIB, registrando uma baixa real de 2,46%. A maior queda, porém, foi de Foz de Iguaçu, que teve uma retração de 2,9% em números reais. Quanto às outras grandes cidades paranaenses, Londrina registrou um crescimento de 0,48%, Maringá uma alta de 1,18%, Cascavel uma elevação de 1,76% e Guarapuava um incremento de 2,92%


Campos Gerais é destaque no Paraná

O resultado da região dos Campos Gerais não foi muito diferente dos números apresentados por Ponta Grossa. A soma do Produto Interno Bruto dos 26 municípios que compõem a região atingiu a marca de R$ 37,9 bilhões. Na comparação com os R$ 34,06 bilhões de 2016, a elevação de quase R$ 4 bilhões representou um aumento de 11,2% nominais, e que se converte para uma alta real de 7,37%, descontada a inflação pelo índice deflator do PIB. 

Entre os municípios, o ranking das três maiores economias regionais manteve-se, com Ponta Grossa na frente, seguida por Telêmaco Borba e Castro. O grande destaque, porém, foi Ortigueira, que escalou três posições, saindo da 8ª e chegando à quinta, colada em Irati, a quarta. Nesta decolada, Ortigueira superou Carambeí, Palmeira e Jaguariaíva. O PIB do município cresceu 46,2%, a maior alta da região, impulsionado pela elevação de 71% no Valor Adicionado da Indústria. Isso é resultado do primeiro ano ‘cheio’ da produção da Unidade Puma da Klabin, cuja produção teve início no primeiro semestre de 2016.

Outras várias cidades tiveram um elevado incremento na produção industrial, elevando o VA da indústria, como Piraí do Sul (alta de 62,6%), Ivaí (36,9%), Sengés (31,1%), Fernandes Pinheiro (26,9%), Ipiranga (24,3%), entre outros. Com isso, esse foi o setor que mais cresceu, com uma elevação de 15,45% nominais, atingindo R$ 10,68 bilhões. Também se destacou o setor de serviços, com incremento de 8,73% nominais, ao somar R$ 13,1 bilhões. Outro crescimento de destaque foi o do Valor Adicionado da Agropecuária, especialmente em função da Supersafra daquele ano, que fez o índice subir 8,46% e contabilizar R$ 5,6 bilhões.

Para a economista Augusta Pelinski Raiher, com a saída da crise, os investimentos industriais feitos em diversos municípios da região puderam ampliar a produção, se aproximando da plenitude. “Então nossa dinâmica industrial é diferenciada do Paraná e diferencia-se do Brasil. E observando o setor de serviços, que teve uma dinâmica positiva de 2016 para 2017, isso ocorreu pelo encadeamento da indústria com o setor de serviços. Enfim, é uma bola de neve. O resultado que tivemos reflete a dinâmica sustentável ao longo do tempo, e por isso não sofremos tanto com impacto de emprego e etc”, conclui.


Economia cresceu em 20 cidades da região

A maior parte dos municípios da região tiveram crescimento na sua economia em 2017. Depois de Ortigueira, Ivaí foi o município que mais cresceu, com alta de 34% no PIB, seguida por Ipiranga, com 20,1%. Dos 26 municípios, 20 tiveram alta nominal, sendo apenas sete os que tiveram uma redução real da sua economia. Os dois municípios que tiveram o pior desempenho foram Reserva, com uma queda nominal de 2,61%, e Ventania, com uma redução nominal de 4,63%. Com relação ao PIB per capita, o maior da região é de Ortigueira (R$ 76,8 mil), seguida por Carambeí (R$ 57,6 mil), Telêmaco Borba (R$ 49,6 mil), Tibagi (R$42,3 mil) e Ponta Grossa (R$ 42,2 mil).

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