Região tem alta nas apreensões de produtos contrabandeados

Campos Gerais

21 de julho de 2020 20:56

Fernando Rogala


Relacionadas

Veículo sai de pista e capota após trevo na BR-153

Polícia Militar deflagra operação em Piraí do Sul

Região se consolida como 2ª maior produtora de cevada

Carambeí terá quatro postulantes à Prefeitura em 2020
Cinco agências da Caixa na região abrem neste sábado
Ex-marido usa toalha para tentar sufocar mulher em Palmeira
Panvel abre 90 vagas de trabalho no Paraná
Produtos são armazenados pela Receita Federal em Ponta Grossa. Cigarros são destruídos | Foto: Arquivo JM
PUBLICIDADE

Neste primeiro semestre, mais de R$ 14 milhões em contrabando foi apreendido nas rodovias e cidades dos Campos Gerais 

As apreensões de produtos contrabandeados, que entraram de forma irregular no Brasil, tiveram um crescimento na região dos Campos Gerais. Somente nas cidades e estradas que cortam os Campos Gerais, o total de contrabando atingiu R$ 14,15 milhões neste primeiro semestre de 2020. Na comparação com o mesmo período no ano anterior, 2019, quando o volume apreendido foi de R$ 12,92 milhões, houve um crescimento de 9,5%. Um dos fatos que chamou a atenção neste ano foi o crescimento da apreensão de produtos eletrônicos, especialmente celulares. Os números foram revelados pela delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa.

Tradicionalmente, o cigarro é o produto mais apreendido na região dos Campos Gerais, e deste ano não foi diferente. Embora tenha perdido participação em relação às outras apreensões, entre janeiro e junho de 2020 foram R$ 9,02 milhões apreendidos de tabaco irregular, vindos praticamente 100% do Paraguai. Esse valor corresponde a 62% do total recolhido pela receita, menor que os 72,2% do ano passado, quanto o total de cigarros apreendidos chegou a 9,34 milhões. Em maços de cigarro, foram 1.799.079 neste ano, contra 1.866.539 maços em 2019.

Com relação aos outros itens que ganharam participação, o delegado da Receita Federal na região, Demetrius Soares, informa que o alto valor também é impactado pelo dólar, que está em alta. “Quando fazemos a valoração das mercadorias, é feito de acordo com a cotação do dólar vigente”, informou. Além disso, os eletrônicos são produtos com maior valor agregado e que ocupam menor espaço, fazendo com que as apreensões sejam mais expressivas.

Com relação à alta na apreensão de celulares, bem como de consoles de videogames, Demetrius acredita que o fato pode ter relação com a pandemia, que demanda de isolamento e distanciamento social, com permanência em casa por maior tempo. “A alta também ocorre de acordo com a demanda; esses são itens mais demandados”, resume o delegado. Segundo ele explica, esses produtos são produzidos na China, em sua maior parte, e exportados para o Paraguai, de onde vem o contrabando para o Brasil. É um movimento ilegal pelo fato de não pagar impostos, prejudicando a economia nacional, por não recolher impostos, que são importantes nesse momento de pandemia. “E sem falar que impacta no emprego formal”, completa Soares.


Atividades de fiscalização na região são mantidas

Apesar da pandemia, Demetrius Soares reforça que o trabalho de inteligência e fiscalização segue de forma plena – fato comprovado pelo valor das apreensões ter crescido em mais de R$ 1 milhão neste ano. No carro das apreensões de cigarro, o delegado menciona a parceria com a Polícia Rodoviária Federal. “O cigarro quem apreende é a PRF, a partir da atuação conjunta com a Receita Estadual, mediante o compartilhamento de informações. Continuamos desenvolvendo os trabalhos, com os devidos cuidados, para não haver a transmissão do coronavírus, com utilização de equipamentos de proteção”, reforça.



PUBLICIDADE

Recomendados