Região recolhe R$ 527 mi em impostos em outubro

Campos Gerais

24 de novembro de 2020 18:40

Fernando Rogala


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Foto: Divulgação
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Montante obtido no mês de outubro é um recorde nominal para um único mês. Valor no ano se aproxima do arrecadado em 2019


A região dos Campos Gerais registrou, no último mês de outubro, um valor recorde nominal na arrecadação de impostos federais. No total, R$ 527,1 milhões foram obtidos junto aos 64 municípios abrangidos pela delegacia regional da Receita Federal do Brasil, sediada em Ponta Grossa. Esse valor é, em termos nominais, 32% maior que o registrado em outubro de 2019, e que mesmo com a inflação contabilizada no período (IPCA de 3,92%), houve um aumento real de 26,9% nos valores arrecadados. O crescimento foi acima da média nacional, que apresentou alta de 9,5%. Com as altas nos últimos três meses, na casa de dois dígitos, as grandes perdas entre abril e junho foram mitigadas, ao ponto que o valor obtido no acumulado do ano está em R$ 3,86 bilhões, valor apenas 0,5% abaixo do registrado no último ano no período (R$ 3,88 bilhões).

Diversos foram os impostos que tiveram alta na arrecadação no último mês de outubro, que refletem a movimentação do mês de setembro. Entre eles estão o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), que teve alta de 106%, ao passar de R$ 49,2 milhões para R$ 101,6 milhões, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de R$ 27,6 milhões para R$ 50,6 milhões, e o Imposto de Renda (IR), que aumentou 68% ao saltar de R$ 85,1 milhões para R$ 143,6 milhões. Mas também há destaque para o PIS, que subiu 36,1%; o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), com alta de 30,8%; e a Cofins, que aumentou 30,3%. 

Vários fatores impulsionaram a alta, entre eles, a postergação de impostos, que deveriam ser pagos entre abril e maio, que passaram a vencer em outubro. “Temos PIS, Cofins e Previdência Social, assim como empresas do Simples Nacional. É o recolhimento dos tributos, que foi adiado. Até dezembro vamos observar os reflexos desse adiamento”, disse o delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa. “Outro ponto é a retomada econômica que está contribuindo. O IRPJ, por exemplo, que cresceu mais que 100%, é vinculado ao lucro das empresas, que efetuaram o recolhimento”, completou Soares.


Valor acumulado quase iguala 2019

Hoje, no acumulado do ano, a arrecadação está apenas 0,5% abaixo da registrada no acumulada em 2019 até outubro. No Brasil, essa retração está na casa dos 9%. Para o delegado, há a perspectiva de que o valor, ao final deste ano, pelo menos deva igualar ao do ano passado (R$ 4,73 bilhões), mas acredita que ainda é difícil obter um crescimento real. “É um resultado que não deixa de ser surpreendente, tendo em vista o contexto da pandemia que estamos vivendo”, concluiu.

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