Vídeo mostra pesca ilegal em represas da região

Campos Gerais

08 de janeiro de 2021 17:00

Andre Bida


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Vídeo mostra pescadores de Campo Largo 'comemorando' a grande quantidade de peixes capturados durante a piracema na Represa Mauá

A Associação dos Pescadores Esportivos do Rio Tibagi (Apert), divulgou nesta semana vídeos de pessoas realizando a pesca ilegal e em grandes quantidades na Represa Mauá, localizada nos municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira, na região dos Campos Gerais. No vídeo (clique na imagem e assista) é possível ver pescadores de Campo Largo 'comemorando' a grande quantidade de peixes capturados no local durante a piracema, período de restrição à pesca de espécies nativas.

"A coisa por aqui está feia, o pessoal vem de fora e está matando os peixes e a gente tenta criar ações para inibir a pesca predatória. Conseguimos apoio de grandes pescadores do Brasil e estamos buscando criar uma lei municipal, tanto em Telêmaco, quanto Ortigueira para preservar as espécies o ano todo, não só na época de piracema. Assim legalizamos a pesca, caso as pessoas queiram pegar dois exemplares dentro do tamanho e medida", explica Vagner Chiquito Delgado, cofundador da Apert.

Com uma forma de orientar e combater a pesca ilegal, a Associação foi criada para conscientizar a população local e preservar a Traíra e o Tucunaré, espécimes  que vivem nas represa de Mauá, Rio Tibagi, Alagados e em Castro.

"Estamos fazendo uma grande força para que tenha o 'Pesque e Solte' e não vire uma pesca predatória. Estamos vendo que pessoas vem de fora e estão fazendo isso, não somente na piracema que é proibido, mas também em outras épocas" diz Ricardo Nuzda, membro integrante da associação.

"Acreditamos que a pesca predatória, que não seja para fins profissionais ou de sobrevivência é uma questão cultural, onde as pessoas abatem os peixes em grande quantidade por acharem bonito", diz Bruno Gustavo de Almeida, presidente da Apert.

Fiscalização

Quanto à pesca ilegal nas represas dos Campos Gerais, o sargento Ferreira da Força Verde, da Polícia Ambiental, informou à reportagem do Portal aRede que a população pode ajudar na fiscalização realizando denúncias pelo 181. As equipes de fiscalização tentam combater as ações de pesca irregular, mas devido a extensão territorial não conseguem estar em todos os locais ao mesmo tempo.

Multa para pesca na Piracema

Quem for flagrado pescando em desacordo com as restrições determinadas pela portaria será enquadrado na lei de crimes ambientais. A multa é de aproximadamente R$ 700,00 por pescador e mais de R$ 20,00 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, poderão ser apreendidos. O transporte e a comercialização também serão fiscalizados.

Durante o período, são proibidas, também, competições de pesca, como torneios, campeonatos e gincanas. Somente são permitidas as competições em reservatórios, visando a captura de espécies não nativas e híbridos.

Fiscais do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Ambiental estão reforçando as ações de fiscalização em todo o Paraná. Aos infratores serão aplicadas às penalidades e sanções previstas na Lei n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, no Decreto n° 6.514, de 22 de julho de 2008, na Lei n° 10.779, de 25 de novembro de 2003, e demais legislações específicas.

Sobre a Apert

A Apert surgiu em 2020, com a intenção de promover o esporte da pesca esportiva e preservação do meio ambiente com foco na ictofauna e rios, mananciais e alagados da região dos Campos Gerais. Siga a Apert no Instagram.

"Nossa região é abençoada pela quantidade de espécies que temos, tentamos mostrar a população que o "peixe vivo vale mais", ela gera pode gerar renda através do turismo e do esporte da pesca esportiva, o que falta é orientação e incentivo, e é isso que buscamos constantemente", ressalta Bruno Gustavo de Almeida.

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