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Alta na atividade econômica regional impulsiona arrecadação

Campos Gerais

25 de fevereiro de 2021 19:43

Fernando Rogala


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O delegado Demetrius Soares ressalta que esse aumento aconteceu pelo bom desempenho de setores da economia na região Foto: Arquivo JM
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Crescimento real na arrecadação de tributos federais foi de 9,4% na região, acima da média nacional, onde a alta foi de 0,2%


A região dos Campos Gerais fechou 2020 e iniciou 2021 mostrando força econômica, com o crescimento das atividades empresariais. A informação provém dos indicadores da arrecadação de tributos federais, que tiveram um crescimento nominal de 14%, passando de R$ 470 milhões, em janeiro de 2020, para R$ 538 milhões em janeiro deste mês. Mesmo descontada a inflação do período (IPCA, de 4,56%), houve um crescimento real de 9,4% nos valores arrecadados. O desempenho foi superior à média nacional, que mostrou uma elevação de 0,2% no mesmo período, considerando as receitas administradas. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, pela delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, que abrange 64 municípios.

Os indicadores mostram que essa alta foi fruto de uma evolução nas arrecadações fazendárias, que teve incremento de 21,7% no primeiro mês do ano – as contribuições previdenciárias, que se referem aos salários dos trabalhadores formais, tiveram uma alta nominal de 4,59%, ou seja, basicamente a inflação do período. Entre os tributos que mais cresceram se destaca o Imposto de Renda Pessoa Física, que saltou de R$ 6 milhões arrecadados em 2020 para R$ 15,2 bilhões em 2021, o que representa aumento de 152%. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica, da mesma forma, cresceu de R$ 62,4 milhões para R$ 109,4 milhões, com alta de 75,3%. 

O desempenho positivo foi observado em toda a nona região fiscal da Receita Federal, à qual pertence a delegacia de Ponta Grossa. Nessa regional, que engloba os estados do Paraná e Santa Catarina, houve alta real de 13%. Muito disso, explica o delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Demetrius Soares, foi impulsionado pela produção industrial, que cresceu 18% em ambos os estados de dezembro. 

Quanto ao resultado da região, o delegado destaca o crescimento econômico. Segundo ele, não houve nenhuma arrecadação atípica. “Na região houve um aumento no Imposto de Renda, que é vinculado ao lucro das empresas. Então, apesar da situação pela qual estamos passando, isso significa que alguns setores da economia tiveram bom desempenho a ponto de registrar um aumento na arrecadação desses tributos”, ressaltou Soares.


Valor obtido em âmbito nacional foi de R$ 180 bilhões

No Brasil, a arrecadação de impostos e contribuições federais em janeiro somou R$ 180,221 bilhões, um recuo real de 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2020, já descontada a inflação. Em janeiro do ano passado, a arrecadação foi de R$ 174,991 bilhões. De acordo com a Receita, o resultado foi influenciado por pagamentos atípicos e compensações tributárias, feitas por empresas que pagaram tributos a mais no passado, que somaram R$ 23,097 bilhões em janeiro. Sem esses pagamentos, o Fisco disse que haveria um aumento real de 3,72% da arrecadação no mês de janeiro de 2021.

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