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Arrecadação federal atinge R$ 2,83 bi na região em 2021

Campos Gerais

21 de julho de 2021 19:15

Fernando Rogala


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Valor foi recolhido em tributos federais junto aos 64 municípios da regional Foto: Arquivo aRede
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Crescimento foi de 41% na comparação com o mesmo período em 2020. Somente em junho, alta foi de 43,2%


A arrecadação de tributos federais mantém-se em alta neste ano de 2021, comparado com 2020, na região dos Campos Gerais do Paraná. No primeiro semestre do ano, foram recolhidos, junto aos 64 municípios abrangidos pela delegacia regional da Receita Federal em Ponta Grossa, R$ 2,83 bilhões em impostos, valor que é, em termos nominais, 41,2% superior aos R$ 2,02 bilhões recolhidos no mesmo período no ano passado. Somente em junho, foram arrecadados R$ 469,4 milhões, valor 43,2% maior, em termos nominais, que os R$ 327,7 milhões de junho de 2020. Se descontada a inflação, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses, de 8,35%, o crescimento real foi de 32,5% nos valores arrecadados.

A principal justificativa para esse grande incremento é que a base de comparação, o ano passado, é um tanto injusta, devido à pandemia. “No ano passado, houve a postergação do pagamento de tributos, que influenciou bastante na redução da arrecadação nesses primeiros meses do ano. E a própria economia estava sob os efeitos da pandemia, com menos circulação de serviços, mercadorias e pessoas”, justifica o delegado adjunto da Receita Federal na região, Marcelo Catarossi. 

Porém, mesmo comparado a 2019, quando não haviam nem sinais que o mundo passaria por uma pandemia, a arrecadação é mais expressiva: no primeiro semestre de 2019, o total arrecadado foi R$ 2,35 bilhões, ou seja, neste ano houve um incremento de R$ 509 milhões no período, o que representa uma alta de 21,6%. E o incremento é ainda maior se comparados os meses de junho – há dois anos, o valor recolhido foi de R$ 369,2 milhões, o que representa que neste ano o valor recolhido cresceu 27,1%. Isso é um sinal que do crescimento da atividade econômica, explica Catarossi.

Como o delegado explicou, alguns tributos que venciam no primeiro semestre foram postergados para o final do segundo semestre, como contribuições previdenciárias, e com isso, só será possível confirmar, com clareza, qual o crescimento real da arrecadação, ao final do ano, quando a base de comparação estiver equiparada. “Mas neste ano já estamos com o aquecimento econômico, com a economia aquecida, com contratações e isso influencia, então a expectativa é de que a economia continue crescendo e a arrecadação deste ano sobreponha a do ano passado”, completou Marcelo, sem detalhar valores.

O Imposto de Renda foi o tributo que teve maior queda na arrecadação, de quase 57%, de R$ 79,9 milhões para R$ 34,8 milhões. Caratossi explica que isso ocorreu pelo fato que, no ano passado, o prazo para o envio da declaração era maior. “Isso foi mais em função que o prazo final era em junho, então o pagamento da cota única ou primeiro parcela ocorreu em junho, e nesse ano, o prazo final foi maio”, disse. Por outro lado, ele chama a atenção das altas da Cofins e Pis, que mais que dobraram, também devido às postergações ocorridas em 2020.


Total nacional se aproxima de R$ 900 bilhões

Em todo o país, a arrecadação alcançou a marca de R$ 137,169 bilhões no mês passado. Na comparação com junho do ano passado, houve um crescimento de 46,77% descontada a inflação, em valores corrigidos IPCA. O valor é o segundo maior para os meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. Apenas em junho de 2011 a arrecadação foi maior, de R$ 143.793 bilhões. Nos seis primeiros meses de 2021, a arrecadação federal soma R$ 881,996 bilhões, com alta de 24,49% acima da inflação pelo IPCA, recorde para o período.

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