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Duplicações ampliam segurança na BR-376 na região

Campos Gerais

24 de julho de 2021 08:00

Fernando Rogala


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Trecho da BR-376 entre Ponta Grossa e Tibagi estará todo duplicado até o final de novembro Foto: Mendonça Jr/Divulgação
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Trecho de 63,1 quilômetros entre Ponta Grossa e Tibagi será 100% duplicado até o final deste ano. Índice de acidentes no trecho já caiu 57%


A BR-376, que cruza a região dos Campos Gerais de Norte a Sul, recebe um grande volume de investimentos nos últimos anos. Ao final de 2021, em novembro, quando acaba a concessão da CCR RodoNorte (e de todas as outras concessionárias que operam no Paraná), todo o trecho dessa rodovia que corta os municípios de Ponta Grossa e Tibagi estarão 100% duplicados. Somente nestes dois municípios, desde o Trevo Caetano, em Ponta Grossa, no entroncamento com a BR-373, até a divisa com o município de Imbaú, serão entregues 63,1 quilômetros, duplicados pela concessionária desde 2015. Obras que contribuem para um melhor fluxo de veículos na estrada e especialmente na segurança, não só para quem transita na rodovia, mas também a moradores dos municípios e distritos por onde ela passa.

“Hoje está duplicado de Ponta Grossa até o quilômetro 431 em Tibagi, no distrito Alto do Amparo. E neste momento, estamos avançando nesta região, com obras do quilômetro 431 até o 411, onde tem o trevo da Porteira Grande, no acesso para Reserva. São duas frentes de obras, e até o final de novembro, todo esse trecho estará duplicado”, relata Mauro Bertelli, gerente de atendimento da CCR RodoNorte, lembrando que esse trecho se ligará aos trechos já duplicados em Imbaú. Ele chama a atenção para os trechos das localidades de Alto do Amparo e Caetano Mendes, que ganharam mais segurança com as duplicações e obras, inclusive a construção de interseção em desnível, para segregar o trânsito do distrito do fluxo de rodovia, especialmente pelo fato de que há uma intensa movimentação de veículos pesados.

Os resultados são comprovados pelas estatísticas. Após as obras, o índice de acidentes caiu para menos da metade do que era registrado, salvando um número incontável de vidas que poderiam ser perdidas. “Desde que foi feita a duplicação, percebemos uma redução no número de vítimas de acidentes na casa de 57%”, destaca Bertelli.

Quem comprova na prática os benefícios dessa duplicação é Mario Leonildo Margraf. Além de morador do distrito de Alto do Amparo, ele é agente de atendimento da CCR RodoNorte, que conduz os guinchos leves e pesados da concessionária. “Eu trabalho nesse trecho desde 2001 e vi muita coisa. Como era final de terceira faixa e cruzamento de alto fluxo na entrada do distrito, tinha atropelamento e colisões; até 2010, quando era pista simples, havia muito acidente ali perto, e agora reduziu bastante. A ambulância não parava na base; era todo dia levando pessoas para o hospital”, recorda.

Margraf informa que a duplicação mudou sua rotina de trabalho, com a grande redução de acidentes, e ressalta que a interseção em desnível de acesso a Alto do Amparo, pronta há mais de 4 anos, traz muito mais segurança para os moradores. “A construção do viaduto foi importantíssima, porque reduziu o número de atropelamentos no local. E agora os moradores podem viajar para Ponta Grossa em um trajeto mais rápido e seguro, favorecendo inclusive para nós, trabalhadores, que ficou mais tranquilo. Além disso, como é uma região bastante agrícola, e os produtores correm contra o tempo, tendo o acesso e a pista duplicada favorece o escoamento”, conclui, acrescentando ainda que as obras contribuíram para o desenvolvimento do distrito, gerando empregos e movimentando o comércio local.

 

Trecho tem alto fluxo de caminhões e veículos

O trecho entre Ponta Grossa e Tibagi possui um fluxo médio de 9 mil veículos por dia, que se caracteriza por ser um dos principais corredores do Paraná, o qual recebe o trânsito de caminhões carregados com produtos do agronegócio de outros estados, em direção aos portos, especialmente o de Paranaguá. Contudo, como também há um grande fluxo de veículos de passageiros das principais cidades paranaenses, como Londrina e Maringá, em direção à capital, litoral ou Sul do país, a participação do fluxo é igual entre carros e caminhões. Movimento que fica ainda mais intenso na altura do quilômetro 442, onde há a interseção com a rodovia BR-153, a ‘Transbrasiliana’. “Então a duplicação não trouxe só segurança, mas também aumentou a velocidade média, e com isso diminuiu muito o tempo de viagem, proporcionando mais conforto e segurança para quem está na rodovia. Isso beneficia os caminhoneiros, que podem fazer mais viagens pelo segmento, reduzindo custos”, explica Bertelli.

 

Obras

Além dos mais de 60 quilômetros duplicados, o trecho entre o Trevo Caetano e o município de Tibagi recebeu inúmeras obras nestes últimos anos, como a construção de cinco novas pontes/interseções, e o alargamento de nove pontes. Além disso, há a construção de uma nova trincheira na altura do quilômetro 411 da BR-376, no trevo da Porteira Grande, de acesso a Reserva. Somando as obras hoje em execução neste segmento, os serviços prestados e o atendimento aos clientes, a CCR RodoNorte mantém 600 empregos diretos no referido trecho.

 

Tibagi projeta ganhos no turismo e atração de investimentos

Todos esses investimentos em infraestrutura deverão resultar em benefícios para o município de Tibagi. Segundo maior do Estado do Paraná em extensão territorial, com quase 3 mil quilômetros quadrados, o município pretende se utilizar dessas condições para potencializar o turismo e desenvolver sua economia, por possuir um ambiente mais favorável para atrair investimentos empresariais, especialmente os industriais.

O prefeito de Tibagi, Artur Butina (PSC), afirmou que a duplicação já proporcionou uma melhoria muito grande no trânsito, principalmente pelo fato que o município possui um alto fluxo de escoamento do agronegócio, e que aguarda a conclusão da obra da duplicação total entre os distritos de Alto do Amparo e Caetano Mendes, para os integrais benefícios. Um dos principais é ampliar a competitividade para receber indústrias, que teriam acesso 100% duplicado até a capital, os portos e o Sul. “Como pleiteamos indústrias no município, teríamos, hoje, uma condição melhor para esse pleito, até porque rodovia duplicada tem outro parâmetro para qualquer empresa que queira se instalar [no município]”, informa.

Rhamonn Rangel Cottar, secretário municipal de Turismo, acrescenta que os investimentos em rodovia são fundamentais para contribuir para o avanço em vários setores, inclusive o turismo, e que aposta no turismo rodoviário pós-pandemia para promover o fluxo de turistas na cidade. “A duplicação, certamente, será uma forma de fomentar, de promover, que o turista que esteja em outras regiões do Paraná tenha maior interesse, maior disposição, de vir para o centro do Paraná, para conhecer e visitar Tibagi. A Secretaria Municipal de Turismo vai estar trabalhando com o objetivo de fomentar a permanência desse turista, que não só passe o dia visitando a cidade, mas tenha interesse em ficar a noite e possa, no dia seguinte, concluir o passeio, visitar uma outra região de Tibagi e, claro, os Campos Gerais”. 

 

Concessionária tem importante participação no orçamento municipal

Desde o início das concessões, Tibagi recebeu o repasse de mais de R$ 65 milhões em ISS da RodoNorte. Segundo Butina, o montante repassado representa 5% do orçamento municipal. “É um valor razoável no nosso orçamento e isso faz diferença. Vamos deixar de arrecadar isso a partir do momento em que a RodoNorte sair e vier o novo consórcio. Então, temos a expectativa de que realmente isso continue, para que não tenhamos uma queda de receita, porque vai fazer muita falta, já que o ISS da RodoNorte representa mais de 60% do ISS que arrecadamos no município”, conclui.

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