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Investimentos de indústrias na região superam R$ 18 bi

Campos Gerais

02 de agosto de 2021 19:59

Fernando Rogala


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Maior dos investimentos na região é o da Klabin, em Ortigueira, próximo de R$ 13 bilhões Foto: Divulgação/aen
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Empresas já realizam obras ou estão prestes a iniciar os empreendimentos em cidades dos Campos Gerais 

Os municípios dos Campos Gerais receberam inúmeros anúncios de investimentos industriais desde 2019. A maior parte deles, que superam R$ 5 bilhões em aportes, ficam em Ponta Grossa, mas em valor único, o maior deles é o realizado pela Klabin, em Ortigueira, que aplicará quase R$ 13 bilhões no Projeto Puma II. Todos esses investimentos são realizados por meio do Programa Paraná Competitivo, com concessão de tratamentos tributários diferenciados desde 2019, não sendo todos os anúncios cobertos pela concessão de benefício fiscal. E isso sem falar em expansões em execução ou planejadas para serem realizadas, ainda não anunciadas oficialmente pelas indústrias.

O investimento da Klabin é o maior aporte privado da história do Paraná. Inicialmente planejado de R$ 9,3 bilhões na construção de uma fábrica de papel cartão, ele foi ampliado para R$ 12,9 bilhões. Isso foi fruto de uma mudança de direção do projeto, que contempla a expansão de capacidade no segmento de papéis para embalagem, por meio da construção de duas máquinas de papel com produção de celulose integrada, na unidade industrial Puma em Ortigueira. A primeira fase da obra deverá ser inaugurada nas próximas semanas, enquanto que a segunda está prevista para ser concluída em meados de 2023.

Em Ponta Grossa, o maior dos investimentos já anunciados, em valores nominais, é o da Maltaria Campos Gerais, de R$ 3 bilhões. O projeto reúne seis cooperativas, sendo quatro dos Campos Gerais (Castrolanda, Frísia, Coopagrícola e Capal; além da Bom Jesus e da Agrária) em torno de um projeto para aproximar o Brasil da autossuficiência na produção de malte. Ao lado dessa fábrica, também planejada para ser inaugurada no segundo semestre de 2023, será construída uma fábrica de queijos, com o aporte de R$ 379 milhões, através da intercooperação da Frísia, Capal e Castrolanda, que formam a Unium. Ambos os aportes foram selados com a prefeitura de Ponta Grossa no mês de junho último.

No início deste ano, a Ambev confirmou o aporte de R$ 385 milhões, para ampliar a produção de refrigerantes e da linha de cervejas puro malte na cidade, elevando para mais de R$ 1,3 bilhão o total já investido na cidade. E desde 2019 já foram firmados acordos, junto ao governo do Estado, para a instalação da TatraBras, montadora de caminhões da República Tcheca, que anunciou aporte de R$ 102 milhões para inicias as obras em Ponta Grossa. Além disso, a Heineken concluirá ainda em 2021 a expansão de R$ 865 milhões, anunciada no primeiro trimestre de 2019, e o Madero anunciou R$ 600 milhões para ampliar a fábrica em Ponta Grossa até 2024. 

Ainda falando da região, mais recentemente, neste mês de julho, não houve o anúncio, mas sim a inauguração do investimento da Tirol, em Ipiranga, onde houve um aporte de R$ 152 milhões.

Aportes estão previstos na cidade

Em Ponta Grossa ainda haverá a ampliação da Continental, confirmada pela empresa, mas ainda sem detalhamento dos valores, e a expectativa do anúncio da Nissin, multinacional japonesa que pretende construir sua maior fábrica no mundo em Ponta Grossa, às margens da PR-151, próximo de onde será construída a maltaria e a queijaria das cooperativas, com investimento que chegará a R$ 1 bilhão ao final da implantação da sua segunda fase. A Makita, também japonesa, revelou, no ano passado, que prospecta investir cerca de R$ 100 milhões anuais a partir de 2021 na planta de Ponta Grossa. 


Governo do Estado oferece tratamento tributário diferenciado

Os tratamentos tributários diferenciados mais comuns às fábricas instaladas foram diferimento e suspensão de ICMS nas aquisições de energia elétrica e gás, dilação de prazo para recolhimento de parte do imposto devido, transferência de crédito de ICMS, crédito presumido em operações de “e-commerce” e redução na base de cálculo nas saídas de QAV - Querosene de Aviação. “O Paraná Competitivo tem como objetivo tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos”, esclarece o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior.


Com informações da AEN


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