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Arrecadação federal cresce 24,16% e atinge R$ 6,44 bi

Campos Gerais

25 de janeiro de 2022 19:13

Fernando Rogala


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Delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa abrange 64 municípios Foto: Arquivo aRede
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Descontada a inflação do período, crescimento real na arrecadação foi de 14,8%. Alta foi de R$ 1,25 bi no ano 


A retomada da economia, frente um ano diretamente impactado pela pandemia do coronavírus, fez a arrecadação de tributos federais ter um expressivo crescimento, na casa dos dois dígitos nos municípios abrangidos pela delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa. Somados os valores arrecadados em cada mês de 2021, nos 64 municípios da circunscrição, o total obtido em tributos fazendários e previdenciários atingiu o montante de R$ 6,44 bilhões. Trata-se de um valor, em termos nominais, 24,16% superior aos R$ 5,19 bilhões registrados em 2020, e que, mesmo que descontada a inflação no período, o crescimento no recolhimento foi de 14,8%. Em reais, significa um incremento de R$ 1,25 bilhão em apenas um ano. Os números da arrecadação federal foram revelados nesta terça-feira (25) pela Receita Federal do Brasil. 

Enquanto as arrecadações tributárias, que se referem aos impostos, passaram de R$ 2,81 bilhões para R$ 3,58 bilhões, em alta de 27,4%, as arrecadação previdenciária, que reflete a massa salarial da região, passou de R$ 2,37 bilhões para 2,86 bilhões, em incremento de 20,28%. “A arrecadação tributária está vinculada ao desempenho da economia, então os números mostram uma retomada consistente da atividade econômica ao longo de 2021, na comparação com 2020, que é uma base de comparação que sofreu o impacto inicial da pandemia. O crescimento da arrecadação ficou em 14,8% na circunscrição, então se considerar que essa alta leva em conta a inflação, ter um aumento de quase 15% é bastante expressivo”, resume o delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, Demetrius de Moura Soares. 

Questionado sobre os setores da economia que fomentaram essa recuperação econômica, o delegado aponta que os indicadores do comércio na região foram bastante representativos. “O comércio é o motor da arrecadação na nossa região: mais de um quarto dessa arrecadação foi devido ao recolhimento de tributos por parte de empresas que atuam no comércio atacadista e varejista”, disse. Outro segmento de grande relevância na região, que tem uma grande participação, na comparação com outras delegacias e regiões fiscais, é o setor do transporte, que foi responsável por cerca de 5% de tudo o que foi arrecadado nos Campos Gerais. 

Como Ponta Grossa possui o maior parque industrial do interior do Paraná, e os Campos Gerais possui municípios bastante industrializados, tais como Jaguariaíva, Castro, Carambeí, Telêmaco Borba, Ortigueira, Arapoti, Palmeira, Irati, entre outros, esse setor possui também grande representatividade no valor arrecadado. “A indústria tem grande importância pelo seu grande reflexo, porque ela traz não só o recolhimento de tributos vinculados diretamente à indústria e no imposto de renda de pessoas jurídicas, mas reflete em um aumento generalizado de tributos, pelo fato que ela movimenta toda a cadeia produtiva e tem efeito multiplicador na economia”, completa Soares.


Tributos tiveram grande variação

A arrecadação dos tributos na 9ª região fiscal, que concentra todas as delegacias da Receita no Paraná e Santa Catarina, cresceu 20,3% em termos reais. Já no Paraná, o aumento nominal ficou em torno de 25%. A média de Ponta Grossa ficou abaixo de ambas, mas há uma explicação: “Na nossa delegacia não chegou aos 20% reais porque teve uma arrecadação atípica em novembro de 2020, de R$ 280 milhões de IPI, pago por um grande contribuinte, valor que não entrou agora em 2021. Então só não tivemos a alta na casa dos 20% por conta dessa distorção na base de arrecadação”, explicou Soares.

No caso do imposto de renda, o de pessoa física teve um aumento de 90,9%, passando de R$ 226,3 milhões para R$ 432,2 milhões, enquanto que o de pessoa jurídica apresentou um incremento de 50,19%, saltando de R$ 621 milhões para R$ 933,9 milhões. Outros tributos que tiveram destaque com grande alta na arrecadação foram a Contribuição Sobre o Lucro Líquido, que passou de R$ 303,7 milhões para R$ 456,2 milhões, em alta de 50,18%. O PIS teve alta de 27,7% ao subir de R$ 159,9 milhões para R$ 204,3 milhões. A única baixa ficou com o IPI, que é o Imposto sobre Produtos Industrializados, que caiu de R$ 532,3 milhões para R$ 348 milhões (34,6% a menos) - redução vinculada ao recolhimento extraordinário de novembro de 2020, dos R$ 280 milhões pagos em impostos de meses e anos anteriores. 


Dezembro 

Somente no mês de dezembro, a arrecadação de tributos federais nos municípios da regional somou R$ 659,6 milhões. Foi uma alta nominal de 16,73% na comparação com dezembro de 2020, quando o valor recolhido foi de R$ 565,05 milhões. Considerando o IPCA acumulado nos últimos 12 meses (10,06%), verifica-se que houve um aumento real de 6,1% nos valores arrecadados.  No Brasil a arrecadação somou R$ 193,902 bilhões no mês de dezembro. Isso representa alta de 10,76% em relação ao registrado em dezembro de 2020, também descontada a inflação. Já no acumulado do ano, o governo federal arrecadou R$ 1,879 trilhão no ano passado, crescimento de 17,36% em relação ao registrado em 2020, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


Pré-pandemia

O crescimento na arrecadação na região foi observada não apenas em relação a 2020, ano marcado pela pandemia, mas também na comparação com 2019, ano que a economia não sofreu influência do coronavírus. No total, o valor arrecadado em 2019 nos municípios da região foi de R$ 4,73 bilhões, o que significa que o valor recolhido em 2021 foi 36,04% superior ao período pré-pandemia.


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