Arrecadação federal atinge R$ 3 bi em apenas cinco meses

Impulsionado pelo desenvolvimento econômico, valor é 25,6% maior que o registrado no mesmo período em 2021

Crescimento do comércio e do setor industrial impulsiona o resultado regional
Crescimento do comércio e do setor industrial impulsiona o resultado regional -

Fernando Rogala

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Impulsionado pelo desenvolvimento econômico, valor é 25,6% maior que o registrado no mesmo período em 2021

A arrecadação de tributos federais na região dos Campos Gerais foi recorde no mês de maio, atingindo a marca de R$ 710,2 milhões junto aos 64 municípios pertencentes à delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa. Neste período, a delegacia regional foi a que teve o maior crescimento em toda a 9ª Região Fiscal da Receita Federal, que contém as 9 delegacias regionais que abrangem os municípios do Paraná e Santa Catarina, totalizando um aumento de 34,22% na comparação com os R$ 529,1 milhões de maio de 2021. Se descontada a inflação do período (11,73%, de acordo com o IPCA), houve um aumento real de 20,13% nos valores arrecadados.

Quando o período analisado é o acumulado do ano, ou seja, entre janeiro e maio, o total recolhido alcançou a marca de R$ 3 bilhões. Trata-se de um valor 25,6% superior ao mesmo período em 2021 (R$ 2,39 bilhões), e de 76,93% em relação a 2020 (R$1,69 bilhão). Mesmo quando analisado o período pré-pandemia, os primeiros meses de 2019, de R$ 1,98 bilhão, a arrecadação está 51,5% maior. É o dobro em relação ao período de 2016 (R$ 1,49 bilhão) e que quase se iguala à arrecadação de impostos registrada durante todo o ano de 2013, que foi de R$ 3,03 bilhões nos 12 meses. 

“A arrecadação vem em crescente desde o começo do ano, mas em maio teve um crescimento superior. Tivemos alta nas contribuições previdenciárias, com destaque também para o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), devido a prazo final da entrega de declaração e o vencimento da cota única e primeira parcela; além de indicadores do crescimento econômico da região”, informa Marcelo Catarossi, delegado adjunto da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa. O IRPF cresceu 47% em maio, atingindo R$ 200 milhões (contra R$ 135,8 milhões de 2021), ao passo que os indicadores de atividade econômica, apresentaram as seguintes evoluções: 20% da CSLL, 32,6% da Cofins, 29,2% do PIS e 31% do IPI. “De forma geral, desde o início do ano, estão se sobressaindo a indústria e os serviços. Há uma alta no faturamento em diversos ramos”. 

Sobre o crescimento da arrecadação previdenciária, que foi de 26,4%, de R$ 211,5 mi, para R$ 267,4 milhões, Catarossi atribui a fatores como o aumento no número de trabalhadores contratados, ao aumento salarial, e ao crescimento da arrecadação do Simples Nacional. Já sobre o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), de 60%, o delegado atribui aos mesmos fatores anteriores (mais trabalhadores contratados e salários mais altos), e também para aplicações financeiras de renda fixa, de pessoa física e jurídica.

Alta está acima da média nacional

Os 34,2% de crescimento em junho fizeram com que a delegacia regional liderasse o crescimento na nona região fiscal, que engloba outras oito delegacias no Paraná e Santa Catarina. Depois de Ponta Grossa, o crescimento foi de 29% (Londrina), ao passo que a terceira melhor colocada, teve um crescimento de 26%. “Crescemos acima da média regional e nacional”, reforçou Catarossi. Em âmbito nacional, o total arrecadado no mês foi de R$ 165,3 bilhões, com crescimento real de 4,13% em relação a maio de 2021. Com o resultado, apenas os cofres públicos federais já receberam R$ 908,55 bilhões em tributos pagos pelos contribuintes entre janeiro e maio deste ano, valor 9,75% superior ao dos cinco primeiros meses de 2021

ARRECADAÇÃO REGIONAL DE JANEIRO A MAI0

ANOVALOR      VARIAÇÃO

2022R$ 3,00 bi

2021R$ 2,39 bi 25,60%

2020R$ 1,69 bi76,93%

2019R$ 1,98 bi 51,50%

2018R$ 1,78 bi68,70%

2017R$ 1,60 bi87,75%

2016R$ 1,49 bi 101,17%

2015R$ 1,45 bi 106,87%

2014R$ 1,40 bi114,30%

2013R$ 1,20 bi149,87%