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Arrecadação federal soma R$ 4,8 bi na região até agosto

Valor recolhido junto aos 64 municípios da regional cresceu 19,5% em relação aos R$ 4,03 bilhões acumulados em 2021. Alta em agosto, em relação ao mesmo mês no ano passado, foi de 13,4%

Valor arrecadado entre janeiro e agosto é o maior já obtido pela delegacia regional
Valor arrecadado entre janeiro e agosto é o maior já obtido pela delegacia regional -

Fernando Rogala

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A arrecadação de tributos federais na região dos Campos Gerais teve alta, no mês de agosto de 2022, e mantém um ciclo de crescimento na casa dos dois dígitos no acumulado do ano. Somente no oitavo mês de 2022, foram recolhidos R$ 565,6 milhões em tributos fazendários e contribuições previdenciárias, valor 13,4% superior aos R$ 498,7 milhões obtidos no mesmo mês em 2021. Já no acumulado, são R$ 4,81 bilhões obtidos junto aos 64 municípios de abrangência da delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, valor 19,5% maior que os R$ 4,03 bilhões de 2021 - o que significa um incremento de R$ 786,93 milhões.

Mesmo descontada a inflação do período (IPCA, que ficou em 8,73%), há uma alta nos valores recolhidos, um crescimento real de 4,3%. Nos oito meses de 2022, todos tiveram crescimento nominal em relação a 2021, e somente julho houve uma queda real, descontada a inflação. Na comparação com anos anteriores, o crescimento de agosto foi de 35% na comparação com 2020 (R$ 418,1 mi) e de 58,5% na comparação com agosto de 2019 (R$ 356,7 milhões), ainda no período pré-pandemia. No acumulado deste ano de 2022, o crescimento em relação a 2020 (R$ 2,84 bi) é de 69,1%, e na comparação com 2019 (R$ 3,1 bi), antes das restrições da Covid, de 55,4%. 

No acumulado do ano, a arrecadação fazendária alcançou R$ 2,72 bilhões, com alta de 18,8% na comparação com 2021, ao passo que as contribuições previdenciárias, relacionadas à massa salarial da população regional, passou de R$ 1,73 bilhão para R$ 2,09 bilhões, em crescimento de 20,38%.

DETALHAMENTO

Especificamente no mês de agosto, os tributos que mais tiveram crescimento foram o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com alta de 35,99 %; a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), na casa de 18,7%; e PIS, que teve crescimento de 20,56%. Por outro lado, as maiores quedas foram do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 19,5%; e o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), de 3,1%. O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) teve baixa de 2,5%.

No período dos oito meses acumulados, o imposto com maior crescimento na arrecadação também é o IRRF, com alta de 45%, seguido pelo IRPJ, com 22,4%, e pelo PIS, que aumentou 21,7%. Todos os impostos, no acumulado do ano, estão com aumento real, com exceção para o IRPJ, que tem um aumento nominal de 4,12%.


Valor nacional atinge recorde

A União arrecadou R$ 172,31 bilhões em agosto, de acordo com os dados divulgados pela Receita Federal nesta terça (27). Na comparação com agosto do ano passado, houve um crescimento de 8,21%, descontada a inflação, em valores corrigidos pelo IPCA. O valor é o maior desde 2000, tanto para o mês de agosto quanto para o período acumulado. No acumulado do ano, a arrecadação alcançou R$ 1,46 trilhão, representando um acréscimo pela inflação de 10,17%. A alta pode ser explicada, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incide sobre o lucro das empresas. Segundo a Receita, eles são importantes indicadores da atividade econômica, sobretudo o setor produtivo.

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