Leste da África enfrenta infestação de gafanhotos

Cotidiano

04 de fevereiro de 2020 11:50

Da Redação


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De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura da ONU, o surto de gafanhotos é o pior a atingir Etiópia e Somália nos últimos 25 anos 

Uma população que já sofre com o risco de fome constante e com extremos climáticos também está vivendo a pior infestação de gafanhotos da última década. Milhões de gafanhotos do deserto estão dizimando plantações e pastagens de países localizados no leste do continente africano.

A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) da ONU vem alertando sobre o surto que pode desencadear em uma crise humanitária. De acordo com a FAO, o surto de gafanhotos é o pior a atingir a Etiópia e a Somália há 25 anos e a pior infestação que o Quênia experimentou em 70 anos. Djibuti e Eritreia também estão sendo afetados.

O gafanhoto do deserto é considerado a praga migratória mais destrutiva do mundo e um pequeno enxame de um quilômetro quadrado pode comer a mesma quantidade de comida em um dia que 35.000 pessoas.

De acordo com o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, a organização já mobilizou US $ 15,4 milhões dos US $ 76 milhões solicitados para os cinco países, mas espera que as necessidades aumentem devido à preocupação de que o surto se espalhe para outros países.

Em um comunicado informal, Dongyu disse aos representantes dos estados membros da FAO na sede da agência da ONU, em Roma, que mobilizou pessoal e recursos para combater o agravamento do surto e estava trabalhando em estreita colaboração com governos e parceiros em uma região onde a segurança alimentar já era muito frágil. 

"O tempo e a localização são cruciais. Espero que possamos trabalhar duro dia e noite para que as pessoas não percam suas colheitas", disse Dongyu.

Informações FAO

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