Agricultura inicia edição dos Melhores Cafés do Paraná

Cotidiano

19 de maio de 2020 21:00

Agência Estadual de Notícias


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Com as medidas de prevenção adotadas na pandemia e consequente cancelamento da Exposição Agropecuária de Londrina 2020, não foi possível realizar a cerimônia oficial. Foto: Divulgação
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Com as medidas de prevenção adotadas na pandemia e consequente cancelamento da Exposição Agropecuária de Londrina 2020, não foi possível realizar a cerimônia oficial.

A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e a Câmara Setorial do Café iniciaram o lançamento da Edição Especial dos Melhores Café do Paraná premiados no 17º Concurso Café Qualidade aos patrocinadores do projeto. Com as medidas de prevenção adotadas na pandemia e consequente cancelamento da Exposição Agropecuária de Londrina 2020, não foi possível realizar a cerimônia oficial. Assim, a cota de cada entidade foi disponibilizada na semana passada na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em Londrina.

“A valiosa colaboração dos parceiros e patrocinadores permite dar continuidade a esse programa que garante oportunidades de negócios aos agricultores”, diz o secretário-executivo da Câmara Setorial do Café, responsável pela Comissão Organizadora Estadual, Paulo Franzini.

Na última edição, os cafeicultores Valdeir Luiz de Souza, de Tomazina, e Edson Messias de Carvalho, de Joaquim Távora, foram os grandes vencedores nas categorias cereja descascado e natural, superando 120 lotes que participaram da disputa.

Edson ganhou também um prêmio em reconhecimento à sustentabilidade de sua produção. A cerimônia de premiação aconteceu em outubro, em Ivaiporã. Além do prêmio em dinheiro, os campeões puderam vender o lote por R$ 1 mil a saca de 60 quilos - preço quase o triplo do que era pago, em média, pelo mercado -, aquisição garantida pelos patrocinadores.

O café adquirido através da Comissão Organizadora Estadual foi industrializado e transformado em uma edição exclusiva e limitada contendo nas embalagens os nomes dos produtores premiados e a logomarca de cada entidade patrocinadora.

Em 2019, o Concurso teve patrocínio do Grupo 2 Irmãos, Bratac, BRDE, Faep/Senar, Cooperativa Integrada, Fetaep, Fortaleza Coffee, Sebrae, Sicredi e Sistema Ocepar. Conta ainda com o apoio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Cocari, Cocamar, Copacol, Equipamentos Probat Leogap e Sociedade Rural do Paraná (SRP).

“O principal objetivo é valorizar e fortalecer a produção de cafés especiais no Estado, possibilitando novos mercados e rentabilidade aos produtores”, diz o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.


Parceiros

Para os parceiros, o concurso é um estímulo à qualidade da produção paranaense. “O Paraná, no passado, foi um grande produtor de café. Hoje, a produção não é tão grande, mas de extrema qualidade. Esse concurso é uma importante forma de valorizar o nosso produto e, principalmente, os nossos produtores”, diz Ágide Meneguette, presidente do Sistema Faep/Senar-PR.

Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, somente cinco cooperativas trabalham nessa atividade. “O concurso é fundamental para a cafeicultura. Atualmente temos uma pequena área de café, mas o lado positivo é que estamos especializando o Estado em café de excelente qualidade. O trabalho da Secretaria da Agricultura e suas vinculadas tem sido importante e efetivo nesse sentido, e a Ocepar acredita muito nesta iniciativa”.

O gerente de Comunicação e Marketing do Sicredi, Rogerio de Lorenzo Leal, diz que o concurso mantém acesa uma tradição fundamental para o Estado e representa a materialização do trabalho de melhoramento realizado pelos agricultores. “Nos anos 60 e 70, o café foi a cultura que projetou o Paraná no mercado brasileiro e internacional. Uma cultura que, depois da geada negra de 1975, entrou em declínio, e que graças a projetos como esse estamos fazendo reviver. Para o Sicredi é um imenso orgulho estar junto da Secretaria e dos cafeicultores”.


Processos

Os lotes inscritos passam inicialmente pelo crivo de uma comissão de classificadores, para avaliação física de acordo com a Classificação Oficial Brasileira (COB).

Os aprovados seguem para o julgamento final, conduzido por um grupo de provadores – eles utilizam a metodologia da Associação de Cafés Especiais – SCA para avaliar os quesitos sensoriais, como o aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e balanço da bebida. Na inscrição, o cafeicultor também pode optar por participar de uma avaliação da sustentabilidade da produção de seu lote, e ter então sua propriedade auditada por profissionais do IDR-Paraná.

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