Pesquisa que usa plasma contra covid-19 é testada no Brasil

Cotidiano

10 de junho de 2020 12:00

Da Redação


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O plasma, que é a parte líquida do sangue, é rico em anticorpos. A pessoa que teve a covid vai desenvolver esses anticorpos contra o vírus Foto: Reprodução
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Cientistas usam sangue de pessoas que já foram infectadas e possuem anticorpos contra o coronavírus

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) investe R$ 5 milhões em uma pesquisa científica sobre um novo método de combate à covid-19: usar o sangue de pessoas curadas para tratar pacientes que ainda estão doentes. O estudo está em fase de testes clínicos e 10 pacientes já recebem o tratamento com o uso de plasma sanguíneo. Agora os pesquisadores monitoram se o método vai gerar o resultado esperado.

“O plasma, que é a parte líquida do sangue, é rico em anticorpos. A pessoa que teve a covid vai desenvolver esses anticorpos contra o vírus. A gente colhe esse plasma de doadores que vem ao banco de sangue, que já tiveram o coronavírus, mas não têm nenhum sintoma há mais de 14 dias e pode ser um doador”, explica o chefe da divisão de Hematologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Hemocentro de São Paulo, Vanderson Rocha.

No total, 120 pacientes devem participar do estudo, incluindo o chamado “grupo controle”, que recebe somente o tratamento habitual, para que seja possível comparar os resultados e avaliar a dosagem que deve ser adotada por hospitais. Um grupo vai receber 200 mL de plasma sanguíneo, enquanto o outro recebe o dobro dessa quantidade. Os pacientes serão acompanhados por 28 dias. Além de combater o vírus, a transfusão de plasma tem efeito anti-inflamatório, o que pode auxiliar no tratamento de pacientes em estágios mais graves da doença.

Além do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, também fazem parte da pesquisa o Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp), o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein.

Para que pudesse ser executada, a pesquisa obteve a aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão que autoriza a realização de testes em seres humanos no Brasil. 

RedeVírus

Essa pesquisa é uma daquelas que tem apoio do governo federal para fortalecer a rede pública de saúde na luta contra o coronavírus. No total, o MCTIC vai aplicar R$ 352,8 milhões no apoio a projetos científicos que possam ajudar a combater a pandemia. Desse valor, R$ 20 milhões são destinados para Rede Viroses Emergentes (RedeVírus MCTIC).

“A RedeVirus do MCTIC foi criada em fevereiro com pessoas da área de ciência e tecnologia para que ajudasse o ministério a pensar as estratégias para o enfrentamento à covid, utilizando a ciência. As estratégias traçadas foram o desenvolvimento de vacinas, o desenvolvimento diagnóstico e o tratamento e medicamentos”, explica o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas (Sefae), Marcelo Morales.

Na área de testagem, por exemplo, o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da UFMG atua no desenvolvimento de um novo método para aumentar a oferta de testes rápidos. Ele é baseado no chamado “método Elisa”, que detecta a presença de anticorpos contra o novo coronavírus. 

Informações Agência do Rádio Mais

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