Apenas 21% das empresas do PR conseguiram empréstimos

Cotidiano

01 de julho de 2020 20:21

Da Redação


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Foto: Arquivo JM
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Pesquisa do Sebrae aponta que quase 50% delas tiveram o crédito negado por instituições financeiras

Obter empréstimo para contornar a crise desencadeada pela pandemia do novo coronavírus tem sido um dos principais desafios dos pequenos negócios. A 4ª edição da pesquisa Impacto da Pandemia do Coronavírus, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que 21,3% dos pequenos negócios no Paraná conseguiram obter crédito junto às instituições financeiras. Outros 31,1% ainda aguardam respostas e 47,7% tiveram o crédito negado. O percentual é maior que a média no Brasil, que é de 16% de sucesso na obtenção de crédito. 

"Nos países desenvolvidos, existem políticas de crédito a juros zero porque os pequenos negócios são essenciais para o funcionamento do sistema econômico. No Brasil, o crédito continua caro e burocrático. Elas são 99% das empresas e respondem por a maior parte dos empregos. Em tempos de pandemia, a prioridade deveria ser manter as empresas vivas. Se não socorrermos as empresas que precisam de crédito, não vai haver empresa para voltar a produzir e não sairemos dessa crise tão cedo”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles, ao analisar o cenário nacional. 

Segundo os entrevistados paranaenses, a falta de garantias ou avalistas foi a principal razão (22,4%) apontada pelos bancos para a negativa de crédito. O CPF negativado ou com restrições também foi citado por 18,4% dos empresários para a negação dos empréstimos. Outros 12,2% afirmaram que o banco não informou o motivo. A maioria (22,9%) solicitou empréstimo entre R$ 5.001,00 e R$ 10.000,00. Outros 20,9% pediram entre R$ 10.001,00 e R$ 20.000,00 e 14,2% entre R$ 10.001,00 e R$ 30.000,00. 

No Brasil, o CPF com restrições foi a principal razão (19%) para a não concessão de crédito. A negativação no CADIN/Serasa também foi citada por 11% dos entrevistados para a negação dos empréstimos, este foi o quarto item mais citado. Outros 11% dos empresários ouvidos afirmaram que a falta de garantias ou avalistas teria sido o principal obstáculo.


Empresas perderam faturamento

A pesquisa mostra ainda que, no Paraná, 48,1% dos entrevistados mudaram o funcionamento da empresa com a pandemia, 39,4% interromperam as atividades temporariamente, 8,8% não mudaram a forma de trabalho e 3,7% decidiram fechar a empresa de vez. Entre os que fecharam seus negócios, 29% pretendem abrir outra empresa, 20% vão procurar outro emprego, 16,8% vão criar um negócio informal, 11% querem ser autônomos e 4,5% pretendem se aposentar. Conforme o levantamento, a pandemia afetou o faturamento de 86,9% dos entrevistados, com uma redução média de 61%. 


As informações são da assessoria de imprensa

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