PR se destaca por oferta de atividades aos presos

Cotidiano

10 de julho de 2020 20:30

Agência Estadual de Notícias


Relacionadas

Produção da indústria tem aumento de 5% em junho

Venda de tampinhas custeia fraldas

Produção industrial paranaense cresce 5,2% entre maio e junho

Madrugada terá maior pico de estrelas cadentes do ano
Transexual desaparecida é encontrada morta
PR faz acordo com Rússia para produzir vacina contra a covid
Safra deste ano deve ser 3,8% superior à de 2019, prevê IBGE
No sistema prisional do Paraná há mais de 110 canteiros cooperados. Várias empresas, órgãos governamentais e até cooperativas também possuem convênio com Depen. Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

No sistema prisional do Paraná há mais de 110 canteiros cooperados. Várias empresas, órgãos governamentais e até cooperativas também possuem convênio com Depen.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública foi contemplada com o Selo de Nacional de Responsabilidade Social pelo Trabalho no Sistema Prisional (Resgata), um reconhecimento à oferta de atividades profissionais aos detentos. Também foram certificadas 21 empresas do Paraná por empregarem mão de obra de presos e egressos.

O selo concedido pelo Departamento Penitenciário Nacional tem o objetivo de divulgar empreendimentos e organizações que apoiam a causa, de forma a promover e incentivar novas adesões. A relação dos contemplados foi publicada nesta semana do Diário Oficial da União.

“Empregar o preso é colaborar ainda mais com a segurança pública e ajudar na transformação do mundo, ainda que aos poucos. Isso porque começamos a mudar aqueles que estão no sistema prisional, mas buscam um novo caminho. Desta forma, estamos sendo ativos e dando oportunidades”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

Por meio da secretaria estadual, o Departamento Penitenciário do Paraná tem convênios com empresas e indústrias dos mais diversos segmentos. Dentro dos muros de unidades prisionais de todo o Estado estão abrigadas empresas de setores de alimentação e eletrônica, além de indústrias têxteis, de calçados, artigos esportivos, porcelanato, artefatos de madeira e produção de pisos e calçamento, entre muitas outras.

No sistema prisional do Paraná há mais de 110 canteiros cooperados. Além disso, várias empresas, órgãos governamentais e até cooperativas também possuem convênio com Depen. A Secretaria da Segurança Pública é grande incentivadora de tais convênios, uma vez que beneficiam a população carcerária e a sociedade como um todo.

“Por serem contratados pela Lei de Execução Penal e não pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as empresas não têm custo com férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros benefícios”, explicou o chefe do Setor de Produção e Desenvolvimento (Seprod) do Depen, Boanerges Silvestre Boeno Filho.

Uma das empresas contempladas com o Selo Resgata foi a JFO Produtos Orgânicos, que mantém uma banca de frutas e vegetais na Central Estadual de Abastecimento de Curitiba (Ceasa) desde agosto de 2016. Boa parte da linha de verduras e legumes é produzida, lavada e separada dentro na Penitenciária Central do Estado - Unidade de Progressão.

Para o empresário Julio Kobe, a questão financeira do convênio é uma das vantagens, mas não é o único motivo que o leva a manter o negócio na unidade prisional. “A principal vantagem é tentar transformar a vida dessas pessoas”, afirma. Kobe tem, inclusive, dois funcionários que são egressos do sistema penal. “Muitos precisam só de uma oportunidade”.

A Kadesh Calçados Profissionais, de Ponta Grossa, também recebeu o selo. Parceira do Depen do Paraná há mais de 20 anos, a empresa já tem canteiro de trabalho em três unidades prisionais e emprega, atualmente, 245 presos.

“Não é um trabalho simples, exige muita dedicação e empenho de quem participa, mas o resultado é muito bom porque quando você consegue transformar um preso em um funcionário de linha, ele realmente agarra com unhas e dentes essa possibilidade de reestruturar sua vida e acaba sendo um funcionário de muita qualidade e produtividade”, afirmou o administrador da empresa, Luiz Carlos Leitão

Para o Depen, a economia também é um fator de destaque, uma vez que parte do salário pago pela empresa conveniada (25%) vai para o Fundo Penitenciário do Paraná e o restante (75%) é destinado ao preso, por intermédio de uma conta-poupança prisional do Banco do Brasil.

PUBLICIDADE

Recomendados