Sesa disponibiliza autoteste de HIV para todos municípios do PR

Cotidiano

22 de julho de 2020 22:00

Dhiego Tchmolo


Relacionadas

Ampliação do cais aumenta a capacidade do Porto

PR tem 1º óbito por dengue no período epidemiológico

Alunos têm até esta quarta para inscrição em cursos de tecnologia

PR orienta sobre cuidados com os trabalhadores da Saúde
Indústria segue em recuperação com alta do emprego
Estação das flores começa nesta terça-feira
Brasileiros desejam mundo mais sustentável pós-pandemia
A informação foi reforçada nesta semana às 22 Regionais de Saúde do Estado Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Secretaria oferta testes para cidades que manifestarem interesse em aderir a estratégia de controle da Aids

A Secretaria da Saúde do Estado do Paraná tem disponível a oferta do autoteste de HIV para todos os municípios que manifestarem interesse em aderir a esta estratégia de controle da Aids.

A informação foi reforçada nesta semana às 22 Regionais de Saúde do Estado, serviços públicos e entidades que atuam com acolhimento, monitoramento e tratamento da infecção com o objetivo de ampliar o acesso aos diagnóstico da doença.

“A expansão de estratégias adicionais de prevenção do HIV é uma recomendação da Secretária de Estado da Saúde, com base em orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde; a oferta do autoteste representa mais descentralização de serviços e a meta é alcançar mais pessoas ainda não diagnosticadas pela doença”, disse o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

A Sesa passou a descentralizar a oferta recentemente. Para a liberação do insumo o município deve estar organizado para o serviço que, além da distribuição, prevê a orientação e acompanhamento de pessoas que venham a confirmar a infecção.

Como o próprio nome já diz, no autoteste a pessoa coleta sua própria amostra (fluído oral ou sangue). É recomendado para as populações consideradas prioritárias inseridas nos segmentos mais afetados pela epidemia do HIV.

“A principal orientação neste processo deve acontecer ainda na retirada do material do autoteste, com a indicação para exames adicionais, junto a serviços capacitados, no caso de reagente positivo”, explica a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesa, Mara Franzoloso.

Pandemias

“Não podemos nos esquecer que vivemos duas pandemias”, avalia a chefe da divisão da Sesa. “ A atual, do novo coronavírus, que em sete meses atinge cerca de 15 milhões de pessoas no mundo, e a pandemia da Aids, hoje chamada de “epidemia concentrada”, presente há 39 anos, com o registro de 35 milhões de casos e 35 milhões de óbitos; ambas são causadas por vírus; podem levar à morte; sofrem influências negativas de circulação de informações incorretas e dependem de mudança de atitude”.

Neste momento, a Sesa recomenda aos profissionais da área que também alertem o público-alvo para a estratégias de prevenção de profilaxia pós- exposição e de pré-exposição ao HIV. São profilaxias dirigidas á pessoas que se expõem à relações sexuais sem uso de preservativo, pessoas em relacionamento sorodiferente, usuários de drogas e com episódios freqüentes de outras infecções sexualmente transmissíveis.

As ferramentas combinam o uso de medicamentos para prevenção e tratamento HIV/AIDS.

Pré-exposição

O Paraná tem hoje 675 usuários em PrEP, profilaxia de pré-exposição ao HIV. Entre 2018 à junho deste ano foram realizadas cerca de 8 mil dispensações, envolvendo vários medicamentos ofertados pela rede pública. A proteção passa a fazer efeito entre 7 a 20 dias após o uso do medicamento.

A PrEP é ofertada hoje em Curitiba, Maringá, Pinhais, Colombo, pato Branco, Ponta grossa e Toledo. O objetivo da Sesa é expandir a PrEP para mais regiões e municípios do estado.

“É importante lembramos que as profilaxias são uma opção e escolha do usuário, ele faz a adesão à estratégia. Mas muitos abandonam a profilaxia e voltam a se expor à contaminação”, disse Mara Franzoloso.

Durante o primeiro semestre foi detectada uma redução em torno de 40% na busca pelos serviços em relação ao HIV/Aids. “Por isso, reforçamos orientação de atenção aos profissionais para a novas formas de abordagem ampliação de ofertas para o diagnóstico e testes”, destacou a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesa.

O acesso ao diagnóstico e o tratamento são gratuitos na rede pública de saúde.

Informações da Sesa.

PUBLICIDADE

Recomendados