Campanha Agosto Dourado incentiva aleitamento materno

Cotidiano

01 de agosto de 2020 16:06

Da Redação


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Não há evidências que comprovem presença do coronavírus no leite materno de mulheres infectada Foto: EBC
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Semana Mundial do Aleitamento Materno acontece entre os dias 1º e 8 de agosto; campanha se estende durante o mês

A Secretaria da Saúde do Paraná reforça que o aleitamento materno exclusivo e em livre demanda deve ser mantido e estimulado mesmo durante a pandemia de covid-19. Até o momento não existem evidências científicas que comprovem a presença do coronavírus no leite materno de mulheres que contraíram a infecção.

“As mães devem estar atentas aos cuidados relacionados à possibilidade de contágio dos bebês por meio das secreções”, destaca a Nota Orientativa da Sesa (no.09/2020), publicada no início da pandemia, com indicações sobre a linha de cuidado materno infantil durante o período de emergência. “Deverão ser mantidas as práticas de higienização das mãos antes e após tocar no bebê, uso máscara facial e, no caso de extração do leite, de limpeza rigorosa do equipamento”.

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que acontece de 01 a 08 de agosto, e na Campanha Agosto Dourado, que seguirá durante todo o mês,  a Secretaria da Saúde do Paraná promoverá cinco palestras, transmitidas ao vivo feitas por meio das redes sociais,  direcionadas a profissionais que atuam na área e também às mães.

“A pandemia muda o formato de nossas ações, mas não o foco do trabalho que é o de promover a saúde materno-infantil. A Sesa mantém as atividades de assistência às gestantes, puérperas e mães em período de amamentação, com serviços feitos em ambiente seguro, de acordo com os protocolos estabelecidos”, afirma o secretário da saúde do Paraná, Beto Preto.

“No caso de a mãe não se sentir à vontade para amamentar, devido á suspeita da doença, poderá extrair o leite manualmente ou com o uso de bomba de extração láctea e outra pessoa saudável e sem sintomas poderá ofertar o leite ao bebê em um copinho ou colher, tudo devidamente higienizado”,  informa a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

“Os benefícios da amamentação tanto para as crianças como para as mulheres, superam os riscos potenciais de transmissão da doença. O leite materno tem inúmeros fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções. Porém, as mães devem estar atentas aos sintomas da Covid-19 e, no caso de algum indicativo, deve buscar um médico”, disse a diretora.

Leite Materno

O leite materno é um alimento completo; é a melhor fonte de nutrição infantil, sendo capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

Protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. Além disso, reduz o risco de a criança desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta.  O Ministério da Saúde recomenda que as crianças sejam amamentadas até os dois anos ou mais e, de forma exclusiva, até o sexto mês de vida.

“O leite humano é superior a qualquer tipo de fórmula. Para cada litro de leite oferecido para as crianças prematuras é possível diminuir dois dias de permanência na UTI neo-natal e a alta hospitalar é mais precoce, pois as crianças ganham peso mais rápido e ficam mais resistentes”, afirma a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Sesa, Jéssica Dinardi.

“A amamentação também é importante para a saúde da mulher”, ressalta Jéssica Dinardi, “ajudando a reduzir o risco de câncer de mama e de ovários”.

Programação

As cinco “lives” programadas para a Semana Mundial do Aleitamento Materno acontecerão das 9h30 às 11h30, pelo canal do youtube, entre 3 a 31 de agosto.

No dia 03, abordará o tema “benefícios do aleitamento materno para a criança, a mulher, a sociedade e o planeta”;  no dia 10, “ o início da lactação e a importância da doação de leite humano”, dia 17 será sobre “aleitamento materno em situações especiais”, no 24,  “estratégias pra promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e no dia 31, “ guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos”. 

Informações assessoria de imprensa.

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