Tribunal determina fim da greve dos Correios

Cotidiano

21 de setembro de 2020 17:50

Agência Brasil


Relacionadas

Emergência hídrica é prorrogada por mais 180 dias

Startups apresentam projetos inovadores para o agronegócio

Paraná abre mais de 19 mil empregos em setembro

Polícia Rodoviária intensifica as ações no feriado prolongado
Extensão do auxílio emergencial começa a ser pago no domingo
PF utilizará drones durante Operação Eleições Limpas 2020
Estudo utiliza células-tronco para combater Covid-19
Trabalhadores devem retornar ao trabalho a partir desta terça-feira (22) Foto: Reprodução/Agência Brasil
PUBLICIDADE

Trabalhadores devem retornar ao trabalho a partir desta terça-feira (22)

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu determinar o fim da greve dos funcionários dos Correios e o retorno ao trabalho a partir de amanhã (22). O tribunal julgou nesta tarde o dissídio de greve dos trabalhadores da estatal, que estão parados desde 17 de agosto, diante das discussões do novo acordo coletivo. 

Por maioria de votos, os ministros da Seção de Dissídios Coletivos consideraram que a greve não foi abusiva. No entanto, haverá desconto de metade dos dias parados e o restante deverá ser compensado. Além disso, somente 20 cláusulas que estavam previstas no acordo anterior deverão prevalecer. O reajuste de 2,6% previsto em uma das cláusulas foi mantido. 

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), a greve foi deflagrada em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas. Segundo a entidade, foram retiradas 70 cláusulas de direitos em relação ao acordo anterior, como questões envolvendo adicional de risco, licença-maternidade, indenização por morte, auxílio-creche, entre outros benefícios. 

Durante a audiência, os advogados dos sindicatos afirmaram que a empresa não está passando por dificuldades financeiras e que a estatal atua para retirar direitos conquistados pela categoria, inclusive os sociais, que não têm impacto financeiro. 

Os representantes dos Correios no julgamento afirmaram que a manutenção das cláusulas do acordo anterior podem ter impacto negativo de R$ 294 milhões nas contas da empresa. Dessa forma, a estatal não tem como suportar essas despesas porque teve seu caixa afetado pela pandemia. 

A empresa também sustentou que não pode cumprir cláusulas de acordos que expiraram, sob forma de “conquista histórica” da categoria.

PUBLICIDADE

Recomendados