TRE torna Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder

Cotidiano

25 de setembro de 2020 08:02

Da Redação


Relacionadas

Polícia Rodoviária intensifica as ações no feriado prolongado

Extensão do auxílio emergencial começa a ser pago no domingo

PF utilizará drones durante Operação Eleições Limpas 2020

Estudo utiliza células-tronco para combater Covid-19
PF faz operação em quatro estados contra fraudes
Fundo Garantidor de Créditos - FGC lança aplicativo
Ambev apresenta crescimento de 12% no volume
Placar no TRE foi de 7 a 0 contra Crivella e prefeito do Rio não pode concorrer até 2026 Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
PUBLICIDADE

Sessão do Tribunal foi realizada nesta quinta-feira e terminou com o placar de 7 a 0 contra o prefeito do Rio de Janeiro

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro tornou o prefeito Marcelo Crivella inelegível por oito anos, por abuso de poder político. A sessão realizada nesta quinta-feira (24) foi uma continuação do julgamento iniciado na segunda-feira (21), que foi interrompido por pedido de vista do desembargador Vitor Marcelo Rodrigues.

Com o voto favorável ao do relator, dado logo no início da sessão, o resultado ficou em 7 x 0 contra o prefeito do Rio, condenado pela realização de um evento político ocorrido em 2018, quando funcionários públicos foram levados em carros oficiais.

Crivella foi condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, mas não se elegeu. O prefeito também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil. A condenação à inelegibilidade pelos próximos oito anos conta a partir de 2018.

Nota

A prefeitura se manifestou em nota, adiantando que o prefeito vai recorrer da decisão, alegando conflito de interesse entre um dos desembargadores que participou da votação e a empresa Lamsa, concessionária da Linha Amarela.

“O prefeito Marcelo Crivella vai recorrer da decisão, e estuda um pedido de anulação da votação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), visto que um dos desembargadores, Gustavo Alves Pinto Teixeira, votou, mas é, ao mesmo tempo, advogado da Lamsa – a concessionária contra a qual o prefeito luta na Justiça para pôr fim ao preço exorbitante do pedágio na Linha Amarela. O advogado Gustavo Teixeira havia se declarado impedido de votar, mas mudou de posição, apesar do conflito de interesses entre a sua cliente, Lamsa, e o prefeito. Cabe destacar que o prefeito Crivella não está, de forma alguma, impedido de disputar as eleições, e vai concorrer à reeleição”, diz a nota.

PUBLICIDADE

Recomendados