Beto Preto quer implantar toque de recolher no Paraná

Cotidiano

01 de dezembro de 2020 10:10

Da Redação


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Segundo o secretário, o governo avalia implantar o toque de recolher das 23h às 5h em todo o estado para evitar a circulação do vírus. Foto:
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Governo discute a restrição de circulação de pessoas entre 23h e 5h, segundo o secretário de Saúde

Para conter o avanço da Covid-19, o Governo do Paraná está estudando implantar toque de recolher e fechar praças e parques em todo o estado, de acordo com o secretário de Saúde, Beto Preto. A afirmação foi feita nesta terça-feira (1º) em entrevista à RPC.

De acordo com boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) de segunda-feira (30), o Paraná tem 277.424 casos confirmados do novo coronavírus com 6.099 mortes.

Segundo o secretário, o governo avalia implantar o toque de recolher das 23h às 5h em todo o estado para evitar a circulação do vírus. Beto Preto disse que a medida pode ser anunciada nos próximos dias.

"É necessário que possamos interromper em alguns momentos a circulação de pessoas. Uma das hipóteses que está sendo colocada a partir de hoje ou amanhã é o toque de recolher. Há hipótese até de fechamento de praças, parques, diminuição de festejos de natal e ano novo por parte dos entes públicos", afirmou.

Beto Preto disse ainda que os servidores que atuam nas repartições públicas estaduais podem voltar a trabalhar no regime de home office. Além disso, o governo deve recomendar que os municípios e outras esferas do poder adotem a mesma medida.

"Queremos diminuir o trânsito de pessoas. É difícil falar em permanecer em casa depois de nove meses. Estamos encaminhando para um problema de 15 a 20 dias. Precisamos tentar mais uma vez o isolamento social, uso de máscara e principalmente o distanciamento", disse.

Em entrevista ao Bom Dia Paraná, Beto Preto afirmou que a rede estadual de saúde está reativando leitos nas alas Covid-19 dos hospitais para atender a demanda.

O gestor reforçou que não há falta de assistência, mas disse que a rede pública está chegando ao limite da capacidade de atendimento.

"Estamos trabalhando para ampliar leitos. Estamos negociando com os hospitais e vamos colocar mais leitos. Vamos ampliar ou garantir a transferência de pacientes. Se não fizermos o nosso dever de casa é muito possível que falte leito no hospital. E não é porque deixamos de ofertar, mas é porque a rede está no limite", afirmou.

Além disso, nesta terça-feira entrou em vigor a suspensão das cirurgias eletivas em todo o estado pelo período de 30 dias.

De acordo com o secretário, a medida foi necessária para remanejar equipes e leitos para acomodar mais pacientes.

O governo também não descarta a ampliação da rede de hospitais que trabalham contra a Covid-19.

As informações são do G1

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