PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Gestação na adolescência nos últimos 20 anos cai 48% no PR

Cotidiano

27 de setembro de 2021 15:45

Da Redação


Relacionadas

PR lança primeiro comitê de sustentabilidade do Brasil

IPVA poderá ser pago com cartão de crédito

PR registra mais 1.670 casos e 53 óbitos por Covid-19

Pacheco é anunciado como pré-candidato à presidência
Chuvas causaram danos em 3 mil casas no Paraná
PR já tem data para nova licitação do anel de integração
Facebook e Instagram derrubam live de Bolsonaro
Estudo analisou dados de gravidezes de jovens de 15 a 19 anos, nos últimos 20 anos. Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Estudo analisou dados de gravidezes de jovens de 15 a 19 anos, nos últimos 20 anos

Estudo realizado pela ginecologista Dra. Denise Leite Maia Monteiro, secretária da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aponta queda de 48,8% nos índices de gravidezes adolescentes no Paraná, nos últimos 20 anos. A pesquisa analisou o número de nascidos vivos (NV) e a Taxa de Fecundidade por Idade Específica (TIEF) de meninas de 15 a 19 anos, entre o período compreendido entre os anos 2000 e 2019. No primeiro ano observado, a gestação juvenil atingiu 82,3 meninas em cada mil. Em 2019, esse índice caiu para 42,2 a cada mil. A especialista aponta que apesar da importante evolução, o cenário da gestação adolescente continua preocupante.

Entre os estados brasileiros, a redução média foi de 40,7% no número de nascidos vivos de mães adolescentes. Cada estado, contudo apresentou uma realidade distinta - variando de -17,4%, no estado maranhense, a -56,1% no Distrito Federal. "A proporção de nascidos vivos de mães adolescentes do Sudeste e Sul são as menores do País, o que demonstra tendência inversamente proporcional ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)", comenta especialista. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), as regiões Sudeste e Sul apresentam os maiores IDH do país (0,80), seguidas do Centro-Oeste (0,79), Norte (0,73) e Nordeste (0,71). De acordo com o DataSUS/Sinasc, a cada dia ocorram cerca de 1150 nascimentos de filhos de adolescentes.

A especialista da Febrasgo explica que a gravidez na adolescência está associada à evasão escolar, maior perpetuação da pobreza gerando impactos pessoais e sociais. Na esfera da saúde, "a gravidez precoce acarreta inúmeras consequências para a adolescente e o recém-nascido. As complicações gestacionais e no parto representam a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos mundialmente, pois existe maior risco de eclâmpsia, endometrite puerperal, infecções sistêmicas e prematuridade, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ainda há consequências sociais e econômicas como rejeição ou violência e interrupção dos estudos, comprometendo o futuro dessas jovens".

PUBLICIDADE

Recomendados