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Guedes terá que explicar corte no orçamento para a Ciência

Cotidiano

20 de outubro de 2021 16:11

Rodolpho Bowens


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À esquerda, ministro Paulo Guedes, e à direita, o deputado federal Aliel Machado (PSB). Foto: Divulgação.
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Por solicitação do deputado Aliel Machado Bark (PSB), ministro terá que comparecer à Comissão de Ciência e Tecnologia para explicar o corte de R$ 600 milhões à pasta

Foi aprovada nesta quarta-feira (20), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, a presença do ministro da economia Paulo Guedes para explicar o corte de 90% do orçamento (aproximadamente R$ 600 milhões) para o ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A proposta de convocação partiu do presidente da ‘Comissão’, deputado federal Aliel Machado Bark (PSB).  Em acordo com lideranças do governo, ficou acertado que o ministro irá comparecer à reunião da Comissão em 10 de novembro. Antes disso, já na semana que vem, o parlamentar Aliel e outros integrantes da ‘Comissão’ deverão se reunir com Guedes e com técnicos do ministério para tentar reverter os cortes o mais rápido possível.

Desde que ele foi solicitado pelo governo e aprovado pelo Congresso, o deputado já se reuniu também com o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine. De acordo com Aliel, ficou claro que, se o governo não reverter o corte, os prejuízos serão irreparáveis. Um dos projetos que pode ser prejudicado é a construção do Centro Nacional de Vacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo especialistas, esse centro traria independência ao país na área da imunização.

"O orçamento de 2021 para a área da Ciência é um dos menores da história. Como se não bastasse, o governo solicitou e o Congresso, equivocadamente, retirou mais R$ 600 milhões de recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A área da pesquisa será uma das mais afetadas, prejudicando muito a recuperação econômica do nosso país e pesquisas também na área da Saúde”, alertou Aliel.

Ainda de acordo com o deputado, ao propor o corte, o Governo Federal ainda descumpre uma Lei Complementar (177/21) que proíbe o contingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O próprio ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, se disse surpreso ao saber do corte de 90% dos recursos da pasta. Segundo Pontes, se o recurso não for recomposto, afetará as bolsas da chamada universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançada no início de setembro, prevendo R$ 250 milhões para pesquisas em todas as áreas.

Com informações: Assessoria de Imprensa.

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