PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Onda de choque causada por vulcão chega ao Brasil

Cotidiano

16 de janeiro de 2022 17:36

Da Redação


Relacionadas

Lojas MM entrega mais um caminhão de prêmios

Ratinho Jr. destaca papel do Sul para crescimento do Brasil

Doria desiste da pré-candidatura à Presidência

Calendário do IPVA das placas de finais 9 e 0 acaba hoje
Carro de concurseiro pega fogo a 1 Km da prova
Caixa paga parcela do Auxílio Brasil para beneficiários
Mulher reaparece após ser dada como morta no litoral de SP
Impacto da erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha'apai foi registrado em vários continentes e também em estações meteorológicas brasileiras Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Impacto da erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha'apai foi registrado em vários continentes e também em estações meteorológicas brasileiras

A erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai, na nação polinésia de Tonga, no começo deste sábado, foi um evento de escala global. O violento processo eruptivo gerou uma nuvem de cinzas que atingiu até 30 quilômetros de altura e alcançou a estratosfera do planeta, porém os efeitos desta erupção no clima planetário ainda não podem ser avaliados porque a quantidade de material liberado ainda não foi totalmente dimensionada e a erupção pode ter novos episódios explosivos.

Em 1991, por exemplo, a erupção do Pinatubo, nas Filipinas, gerou tamanha quantidade de cinzas e gases que acabou por gerar um resfriamento temporário do planeta que durou dois anos, interrompendo por breve período a escalada de temperatura planetária gerada pelos gases estufa do aquecimento global. O mesmo ocorreu na história recente com o vulcão El Chichón.

O processo eruptivo deste sábado foi tão violento que a enorme onda de choque gerada foi visível nas imagens de satélite meteorológico como GOES e Himarawai que estão entre as mais impressionantes desde que a ciência passou a observar o planeta a partir do espaço. Vê-se a enorme coluna de cinzas eclodindo no meio do Pacífico e se expandindo ao alcançar altitudes mais elevadas enquanto uma onda de choque se expande radialmente a partir do centro da erupção.

O evento, um dos maiores em se tratando de vulcões no mundo na história recente; foi tão significativo que o som da explosão do vulcão em Tonga acabou sendo ouvido pelas pessoas a centenas de quilômetros de distância. Moradores de Fiji, a 800 quilômetros do vulcão, gravaram vídeos dos ruídos gerados pelo processo eruptivo.

Em 1883, a erupção cataclísmica do Krakatoa pôde ser ouvida a milhares de quilômetros de distância, como na África, e marinheiros que estavam a cerca de cem quilômetros do vulcão ficaram surdos, conforme relatos históricos da época. O som da erupção de hoje foi captado por equipamentos especiais de infrassom em Anchorage, no Alasca, que está a quase 10 mil quilômetros do vulcão.

A violência da erupção do Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai acabou por gerar uma onda de choque (atmosférica) que se expandiu pelo planeta. Meteorologistas em vários países observaram em estações de monitoramento meteorológico uma súbita mudança de pressão atmosférica com a chegada da onda e publicaram os dados em redes sociais. O mesmo padrão foi observado na Nova Zelândia, Japão, Alasca, Nova York, Porto Rico, Los Angeles, Oklahoma, Miami, Zurique e até na Finlândia, distante 15 mil quilômetros do vulcão, no Norte da Europa.

A onda de choque com anomalia de pressão atmosférica foi calculada a partir do horário de sua chegada, a distância para a erupção e o horário do evento eruptivo em cerca de 1.300 km/h no Hemisfério Norte. Como a erupção ocorreu pouco depois da 1h deste sábado, hora de Brasília, 4UTC, e a velocidade estimada de propagação na maioria dos locais foi de 1.000 km/h, a onda de choque alcançaria o Brasil cerca de 12 a 13 horas depois. Foi o que ocorreu. Repetindo o padrão observado em estações meteorológicas de diferentes países e continentes, levantamento da MetSul Meteorologia mostrou um pico de pressão atmosférica de Sul a Norte do Brasil nos dados das estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Um pico de pressão atmosférica de ~1,0 a ~1,5 hPa foi registrado em estações do Inmet entre 14UTC e 16UTC (11h a 13h pelo fuso de Brasília) em estações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso e outros estados, a maioria na faixa das 15UTC a 16UTC, logo em torno do meio-dia.

Com informações do Portal MetSul. Clique aqui e leia mais

PUBLICIDADE

Recomendados