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PR estima vacinar mais de 1 MI de crianças entre 5 e 11 anos

Cotidiano

20 de janeiro de 2022 15:45

Da Redação


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Foi descartada pelo Ministério da Saúde a exigência de receita médica para a vacinação das crianças Foto: Divulgação
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Foi descartada pelo Ministério da Saúde a exigência de receita médica para a vacinação das crianças

O Paraná estima vacinar 1.075.294 crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. O ato simbólico de início da imunização para a população dessa faixa etária foi realizado no último sábado, 15/01, em Londrina, com a aplicação da vacina em Isadora Libânio Despensieri, de 6 anos. O Conselho Regional de Serviço Social do Paraná (CRESS-PR) defende e apoia a vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para todas (os), inclusive para crianças e adolescentes.

As primeiras doses do imunizante pediátrico da Pfizer chegaram ao Paraná na sexta-feira, 14/01. Segundo o Governo do Estado, foram distribuídas 65.500 vacinas para as 22 regionais de saúde, o quantitativo para imunizar 5% da população com idade entre 5 e 11 anos.

Por meio da Nota Técnica Nº 2/2022, a imunização de crianças desta faixa etária com comornidades e deficiência permanente foi priorizada de acordo com o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. Em seguida, serão imunizadas crianças indígenas, quilombolas e que vivem em instituições. Depois, em ordem decrescente, começam a ser vacinadas as outras crianças.

Foi descartada pelo Ministério da Saúde a exigência de receita médica para a vacinação das crianças, de acordo com o que ficou decidido na Audiência Pública sobre o tema. Para vacinação, é necessário que os pais ou responsáveis da criança estejam presentes e concordem com a aplicação.

O CRESS-PR defende que a imunização é indispensável para reduzir a transmissão, em particular por ser uma doença com ciclos inesperados e o surgimento de novas variantes. “Vemos agora novas ondas do vírus no Brasil e no mundo, atingindo, proporcionalmente, muito mais crianças e adolescentes do que no início da pandemia. Faz-se necessária a vacinação em massa pelo Ministério da Saúde, entendendo a vacinação como um direito das crianças e adolescentes e como questão de saúde pública”, considera a presidenta do CRESS-PR, Andréa Braga.

“Além de toda a necessidade de ampliar o acesso à informação e combater o negacionismo e falácias contra a vacina. O Serviço Social está em conjunto nesta luta da vacinação para todas (os), da defesa da ciência e de um atendimento exigindo saúde de qualidade, que inclui acesso das crianças e adolescentes”, completa Andréa.

A vacinação infantil é um importante avanço no sistema de imunização de nosso país, fundamental para conter o avanço da pandemia. Segundo Jackson Michel Teixeira da Silva, Assistente Social que atua na linha de frente ao enfrentamento da Covid-19 no SUS curitibano Conselheiro do CRESS-PR, no último mês o Paraná registrou aumento no número de óbitos de crianças em decorrência da Covid-19. “Até dezembro de 2021, o Paraná possuía 36 óbitos de crianças nessas idades desde o início da pandemia, em março de 2020”.

O último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), divulgado no sábado, 15/01, o número de crianças que perderam a vida por conta da doença chegou a 40. “Ou seja, um aumento de pouco mais de 11% em um mês. A vacinação de nossas crianças é urgente. Não podemos perder mais nenhuma vida para uma doença que já tem vacina”, acrescenta Jackson.

Vacinação em Curitiba

Em Curitiba, capital do Estado, o início da imunização de crianças entre 5 e 11 anos foi na segunda-feira, 17/01. O cronograma de vacinação segue o mesmo do Governo do Estado e do PNI. Sendo assim, as primeiras doses da vacina são para grupos prioritários: crianças acamadas, institucionalizadas, quilombolas e indígenas.

Na terça, 18/01, a imunização foi destinada para crianças de 09 a 11 anos com deficiência permanente e com comorbidade. A capital paranaense recebeu, neste primeiro lote, 9.870 doses, suficientes para imunizar os grupos dos dois primeiros dias. A estimativa é que a cidade tenha 164.821 crianças entre 5 e 11 anos.

Vacinação prioritária

Segundo Jackson, atualmente, a Covid-19 representa uma das maiores causas de morte de crianças com idade entre 5 e 11 anos. “A ciência já comprovou que pessoas com comorbidades estão mais suscetíveis a desenvolver casos graves da doença e muitas vezes evoluindo ao óbito. Assim como grupos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que acabam que tendo uma maior dificuldade de acessar aos serviços de saúde”, explica o Assistente Social.

No Sistema Único de Saúde (SUS) a equidade é evidenciada no atendimento aos indivíduos de acordo com suas necessidades para oferecer mais a quem mais precisa e menos a quem requer menos cuidados. “Nesse sentido é muito importante que a vacinação atinja estes grupos prioritariamente, e que o quanto antes possamos ter uma ampla cobertura vacinal de toda nossa população”, defende Jackson.

Em 2020, foi criada a Lei nº 14.021, que defende a prevenção do contágio e disseminação do coronavírus entre indígenas. Por meio dessa legislação foi criado o Plano Emergencial para Enfrentamento à Covid-19 nos territórios indígenas, atendendo ao apelo das lideranças quanto à prioridade de imunização. “Nós, Assistentes Sociais, defendemos a ampla vacinação para toda a população brasileira e mundial, respeitando a organização e enfatizando a equidade no acesso a saúde”, completa.

Conjunto CFESS-CRESS apoia a vacinação

Por meio de uma publicação no site, o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) manifestou publicamente seu apoio ao início da vacinação das crianças com idade entre 5 e 11 anos contra a Covid-19 no Brasil. A nota do CFESS destaca o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta que o público entre 5 e 14 anos é o mais afetado pela nova onda de Covid-19 na Europa e nenhuma outra doença imunoprevenível causou tantos óbitos em crianças e adolescentes no Brasil em 2021 como a Covid-19.

O CRESS-PR, seguindo o posicionamento do CFESS, manifesta seu apoio ao início da vacinação das crianças no Paraná. É histórica a luta do Serviço Social pela garantia de uma saúde pública de qualidade e universal. Assim, o CRESS-PR defende a ciência e o acesso à vacinação contra a Covid-19 para todas as pessoas e reitera a importância da vacinação de todas (os) com base científica e autorização de órgãos sanitários brasileiros e internacionais.

Vacinas salvam vidas! Só a ciência e a informação podem barrar este vírus.v

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