Manifestação 'fura' e termina com apenas um participante

Protesto era voltado ao excesso de radares de velocidade e sobre a possiblidade de existência da chamada ‘indústria da multa’

Protesto era voltado ao excesso de radares de velocidade e sobre a possiblidade de existência da chamada ‘indústria da multa’
Protesto era voltado ao excesso de radares de velocidade e sobre a possiblidade de existência da chamada ‘indústria da multa’ -

Banda B

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Protesto era voltado ao excesso de radares de velocidade e sobre a possiblidade de existência da chamada ‘indústria da multa’

O técnico de refrigeração Juliano Rosa acordou cedo na manhã deste domingo (26) com a seu Vemaguet, carro clássico dos anos de 1960, para participar de um protesto pelo excesso de radares de velocidade e sobre a possiblidade de existência da chamada ‘indústria da multa’ em Curitiba. A manifestação foi marcada pelas redes sociais e estava prevista para iniciar às 10 horas da manhã no Centro Cívico da capital. As informações são da Banda B

Até uma estrutura de isolamento com cones foi montada pela Secretaria de Trânsito (Setran) para que o trânsito pudesse fluir mesmo com o protesto, mas apenas Juliano compareceu. “A gente fica um pouco decepcionado porque todo mundo vê as coisas irregulares acontecendo na cidade, mas eu vou continuar lutando, por mais que eu continue sozinho. A cidade está mal sinalizada, visando somente o lucro prejudicando quem usa o carro como seu ganha pão”, disse à Banda B o técnico em refrigeração.

Juliano lembrou que nós últimos meses levou quatro multas todas em locais que tiveram a velocidade máxima de 60km/h reduzida e que, de repente, segundo ele, passou a ser de 40k/h. “Ali embaixo no viaduto da Avenida Comendador Franco (Avenida das Torres) sempre teve velocidade de 60km/h. A mudança para 40hm/h é sinalizada para quem já está na Avenida. Para mim, por exemplo, que acesso a Avenida pela via marginal não tenho como sabre dessa mudança”, argumentou.

Setran rebate existência de ‘indústria da multa’

Em entrevista na última quarta-feira (22), após um debate ao vivo no Jornal 1ª Edição da Banda B entre apresentadores e ouvintes sobre radares de trânsito, a representante da Superintendência de Trânsito (Setran) rebateu a existência da chamada “indústria da multa” na capital paranaense.

“Não acredito em ‘indústria da multa’, acredito que tenha a ‘indústria do infrator’, a qual foi criada por aquelas pessoas que não respeitam sinalização. Se elas respeitassem a sinalização, não seriam autuadas”, disse Rosângela Battistella.

Durante o debate com vereadores no último dia 14, a também engenheira aproveitou para criticar as acusações contra o órgão fiscalizador, mas afirmou que a maioria da população curitibana respeita a sinalização de trânsito. Segundo ela, conforme o fluxo de veículos que passaram pelos radares em maio passado, a média de autuações foi de 0,06%.

Aumento no número de radares

Sobre a quantidade de radares instalados neste ano e a diferença de equipamentos em comparação ao ano passado, a superintendente de Trânsito de Curitiba não soube informar tais dados. Porém, explicou que o órgão realiza contagens de locais que possuem o dispositivo e não de equipamentos.

“Na verdade, no contrato anterior, que estava vigente desde 2010, tinha radares em 153 locais. Cada local tem uma quantidade de equipamentos. No atual contrato, Curitiba terá 155 locais com radares. Não terminamos de implantar ainda, mas são dois locais a mais do que tinha no ano passado”, afirmou Batistella. Destes 155 locais previstos, 102 estão em operação.

Questionada se houve um aumento no número de equipamentos instalados nos locais mencionados, Battistella contou que ocorreu um crescimento na quantidade de faixas monitoradas, sem, porém, informar o número de radares instalados na cidade. “Colocamos mais radares na Linha Verde, por exemplo. Na Linha Verde se conta um local apenas“, acrescentou.

“A confusão que o pessoal faz é em relação às faixas. Como o contrato é por número de faixas, dá a impressão que há 800 radares, mas cada radar tem capacidade de monitorar em torno de 4 faixas”, concluiu.