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Colégio de SP expulsa alunos por racismo em grupo 'Antipetismo'

Grupo de Whatsapp dos estudantes possuía mensagens de incentivo a ditadores, além de xenofobia contra nordestinos

Grupo de Whatsapp dos estudantes possuía mensagens de incentivo a ditadores, além de xenofobia contra nordestinos
Grupo de Whatsapp dos estudantes possuía mensagens de incentivo a ditadores, além de xenofobia contra nordestinos -

Da Redação

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Oito alunos de um colégio particular da cidade de Valinhos, no interior de São Paulo, foram expulsos após espalhar mensagens racistas em um grupo de WhatsApp. Nessa sexta-feira (4), o Colégio Visconde de Porto Seguro, onde os alunos estudam, informou o desligamento dos jovens após apurar o caso.

O caso foi denunciado por um estudante, que também havia sido adicionado no grupo. Nas mensagens, que levava a denominação 'Fundação Antipetismo', também havia mensagens de incentivo a ditadores, além de xenófobas contra nordestinos.

Em nota, a administração do Colégio Visconde de Porto Seguro informou que se mostrou indignada com o "conteúdo de caráter racista, antissemita e misógino de algumas dessas mensagens", disse em comunidade. 

A unidade de ensino ainda reforçou o repúdio a toda e qualquer forma de discriminação e preconceito. "O Colégio aplicou aos alunos envolvidos as sanções disciplinares cabíveis nos termos do Regimento Escolar, inclusive a penalidade máxima prevista, que implica seu desligamento imediato desta instituição", comunicou o colégio, sobre a expulsão dos alunos. Agora, os pais dos alunos expulsos devem procurar outros colégios para matricular os filhos.

Racismo e nazismo: a denúncia contra os alunos 

O estudante que reportou o caso foi um dos membros adicionados no grupo. Ao questionar o conteúdo preconceituoso, no entanto, o integrante foi removido do chat. "Quero que esses nordestinos morram de sede", escreveu um dos membros do grupo. As mensagens ainda traziam figurinhas com suásticas, símbolo do nazismo. Outra mensagem dizia: "A Fundação dos Pro Reescravização do Nordeste".

Após ser removido do grupo, o estudante encontrou mensagens em uma rede social de um outro integrante do mesmo grupo. Segundo a denúncia, as falas se referiam a Adolf Hitler, ao fascista italiano Benito Mussolini e à morte de judeus.

Confira nota completa emitida pelo Colégio sobre o caso de racismo e nazismo:

"O Colégio Visconde de Porto Seguro preceitua a todos os seus alunos, há mais de 140 anos, valores éticos e de respeito ao próximo, praticados e reforçados continuamente, da Educação Infantil ao Ensino Médio e Abitur, de forma a fortalecer o reconhecimento e valorização da diversidade.

Prosseguindo com a apuração das manifestações de alunos de nosso Colégio em redes sociais no início desta semana, reiteramos nossa consternação e indignação com o conteúdo de caráter racista, antissemita e misógino de algumas dessas mensagens.

Reforçamos nosso repúdio veemente a toda e qualquer forma de discriminação e preconceito, os quais afetam diretamente nossos valores fundamentais. Nesse sentido, o Colégio aplicou aos alunos envolvidos as sanções disciplinares cabíveis nos termos do Regimento Escolar, inclusive a penalidade máxima prevista, que implica seu desligamento imediato desta instituição.

Considerando o atual contexto de intolerância e violência verificado em nossa sociedade, o qual se reflete nas famílias e grupos de amigos, em vista dos fatos recentes, o Colégio reforçará suas práticas antirracistas, de conscientização e respeito à diversidade, em todos os câmpus, abordando o assunto de forma ainda mais contundente em suas pautas cotidianas, com iniciativas envolvendo a comunidade escolar, inclusive com apoio de consultoria especializada, para procurar evitar a reincidência de uma situação gravíssima e inadmissível como essa.

Reiteramos nossa solidariedade e apreço a todos que foram ofendidos e continuaremos prestando o devido acolhimento aos alunos e famílias.

Seguiremos cumprindo a nossa missão de promover a educação e a cidadania, auxiliando nossos alunos no desenvolvimento da empatia e respeito ao outro, para a promoção de uma cultura de paz e tolerância mútua. Contamos com o apoio muito próximo das famílias e dos alunos nessa caminhada, inclusive com o uso consciente das mídias sociais."

As informações são do jornal O Povo

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