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Produção industrial volta a crescer no Paraná

Estado reverteu tendência de queda de meses anteriores e teve o melhor desempenho do Sul

Estado contraria tendência nacional, que é de queda da atividade
Estado contraria tendência nacional, que é de queda da atividade -

Da Redação

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O Paraná obteve o primeiro resultado positivo do ano na produção industrial, segundo dados de fevereiro divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. O indicador cresceu 0,4% na comparação com janeiro, 0,6% contra fevereiro de 2022 e, no acumulado do ano, está com alta de 0,1% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. As informações vêm na contramão dos dados nacionais. A produção industrial brasileira recuou 0,2% na variação mensal, já com ajuste sazonal, e também caiu 2,4% contra o mesmo mês do ano passado. No ano, está negativa em 1,1%.

Dos seis estados mais industrializados do país, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais registram alta este ano. São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram diminuição da produção nos dois primeiros meses de 2023. No Sul, o estado gaúcho teve a maior retração, 13% menos do que em fevereiro de 2022. Já a produção industrial de Santa Catarina encolheu 4,6%. No ano, já são 10,4 % e 4,7% de recuos registrados na indústria dos dois estados (RS e SC), respectivamente.

Alguns argumentos ajudam a entender o comportamento da indústria no Paraná, segundo o analista de Assessoria Econômica e de Crédito da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe. “Mesmo que o crescimento da produção não seja tão robusto é importante reverter a tendência de queda que vinha sendo registrada nos últimos meses”, destaca. Outro fator se refere às atividades industriais que puxaram essa alta. Alimentos, celulose e papel, petróleo e móveis tiveram maior influência no resultado. “No primeiro bimestre deste ano, as carnes foram os itens mais exportados pelo estado, com aumento de 19% nas vendas para o mercado internacional”, explica.

Segundo Felippe, com a retomada do turismo, aumentou a demanda por diesel, querosene de aviação e gasolina para viagens de ônibus, avião e carro. As exportações de petróleo aumentaram 50% este ano na comparação com o mesmo período do ano passado. E também houve maior necessidade de produção para atender o mercado interno, também com mais feriados este ano. “Os dados revelam que as indústrias destes segmentos tiveram que aumentar sua capacidade de produção para atender o mercado externo e interno, no caso de alimentos e petróleo, mas também para responder ao aumento da demanda no Brasil, como no caso de papel e móveis”, reforça o analista da Fiep.

Em fevereiro, petróleo liderou os aumentos de produção com 25% de crescimento na comparação com fevereiro de 2022. Na sequência aparecem celulose e papel (21%), moveleiro (9%) e alimentos (3%). Das 13 atividades avaliadas pelo IBGE, sete tiveram desempenho negativo. Madeira (-35%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22%), produtos químicos (-16%) e minerais não metálicos (-15%) ficaram abaixo do esperado.

No acumulado do primeiro bimestre, a situação não muda muito. Apenas quatro setores cresceram: petróleo (15%), moveleiro (13%), celulose e papel (7%) e alimentos (6%). Entre os nove setores que reduziram a produção estão madeira (-35%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-14%), máquinas e equipamentos (-13,7%) e produtos químicos (-12%). “É claramente visível a influência de alguns produtos por atividade. No setor alimentício, além de carnes, chocolates e bombons, produzidos em períodos sazonais, no caso, de Páscoa, contribuíram para elevar a produção”, justifica.

Por outro lado, o Paraná está suscetível a movimentos da economia nacional e internacional e sofre impactos. Felippe explica que o mercado ainda está em compasso de espera em relação a algumas definições do Governo Federal, por exemplo, em relação ao ajuste fiscal – para equilibrar as contas públicas – e ao debate sobre a Reforma Tributária. “Essas questões influenciam nas decisões dos empresários, além de gerarem certa letargia na indústria”. Isso causa uma desaceleração no ritmo de produção nas fábricas, já que o consumo não é suficiente para absorver o que é produzido. O empresário, então, adia os planos de expansão, de gerar mais empregos e de investimentos, principalmente. “O investimento frequente na atividade produtiva é uma necessidade para se manter competitivo e ganhar mercado. Quando esses planos são protelados, os concorrentes ganham”, ressalta.

Apesar do cenário de incertezas, uma boa notícia foi publicada recentemente pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Uma pesquisa revelou que 133 indústrias de bens de capital anunciaram investimentos no primeiro trimestre deste ano no Brasil. Juntos, os valores somam R$260 bilhões. “São investimentos que podem dinamizar a economia. O valor é menor do que o anunciado no mesmo período de 2022, mas mostra uma recuperação em relação ao que foi divulgado nos últimos trimestres”, afirma.

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