Eficiência marca produção de suínos da Frísia

Dinheiro

04 de outubro de 2018 20:33

Fernando Rogala


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Foto: Rendimento. Wilant Van den Boogaard, cooperado Frísia, produz 2 mil suínos em um ciclo | Foto: Rodolfo Buhrer
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A  produção de suínos dos cooperados da Frísia Cooperativa Agroindustrial é uma das mais eficientes do Brasil. Toda a cadeia é rastreada, da genética ao varejo, com investimento em tecnologia, alimentação e assistência técnica. O suinocultor Wilant Van den Boogaard é um exemplo disso. Ele produz suínos desde 1982 e nessas quase quatro décadas já entregou mais de 230 mil suínos. “Atualmente, tenho 220 matrizes, mas faço tanto o ciclo completo como somente a terminação”, explica Boogaard. Para a alimentação, o produtor dispõe da Rações Batavo, que atende padrões internacionais de fabricação. A marca pertence à Frísia.

Com o ciclo completo, o produtor realiza todos os processos, da ‘maternidade’, passando pela “creche” - onde fica os leitões - até a terminação e o fornecimento para a Alegra Foods, marca com sede em Castro, na região dos Campos Gerais. Nessa planta, a produção é feita para empresas parceiras ou para a própria Alegra, que tem como foco os mercados interno e externo. A Alegra pertence a Unium, selo que engloba as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal.

Já a terminação compreende apenas a etapa final do processo de produção. A Unidade Produtora de Leitões (UPL) Frísia fornece o animal com 22 quilos, e o produtor entrega para a indústria com cerca de 120 quilos. Assim, o suíno deve adquirir, ao menos, 900 gramas de peso por dia nessa fase de terminação. Boogaard produz 2 mil animais no ciclo completo e 1,7 mil com terminações, totalizando 3,7 mil animais a cada 100 dias.

Inaugurada em agosto de 2015, a Unidade Produtora de Leitões Frísia é uma das mais modernas granjas do país. Com investimento de implantação de mais de R$ 40 milhões, foi uma das pioneiras com sistema de gestação coletiva no Brasil. Ao contrário das granjas convencionais, que mantêm os animais presos em gaiolas durante toda a vida, a UPL extingue-as e mantém as porcas em baias amplas e coletivas durante todo o período de gestação, que é o mais longo da vida delas, projetadas dentro das legislações internacionais de bem-estar animal. Todos os ambientes são climatizados na temperatura ideal para os animais.

Com foco no bem-estar animal e na sustentabilidade, o local tem capacidade para alojamento de 5,5 mil fêmeas e produção semanal acima de 3 mil leitões. A tecnologia envolvida no processo de produção vai desde a inseminação das matrizes até a entrega dos leitões aos cooperados terminadores.


Ciclo do suíno na UPL é de 63 dias

Modelo em processos produtivos automatizados, a unidade é a base da cadeia de criação de suínos, pois funciona como produtora de leitões e como granja de reprodução. O leitão passa aproximadamente 63 dias na UPL. Por 21 dias, ele fica na maternidade, com a mãe, até ser desmamado (com cerca de seis quilos) e depois vai para a creche, onde permanece até atingir 22 quilos. Em seguida, os suínos são transferidos para os cooperados da Frísia e, depois, para a unidade da Alegra, para o abate.


As informações são da assessoria de imprensa

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