'Operário sobrevive mais dois meses sem jogos', diz Góes

Esporte

14 de maio de 2020 09:39

Da Redação


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"Na parada, no mês de março, chegamos ao clube e ‘fechamos todas as torneiras’ e todos os gastos possíveis", contou o presidente Foto: José Tramontin/OFEC
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"Precisamos voltar ao normal o quanto antes", afirmou o presidente do clube

Com uma das melhores gestões do futebol paranaense, o Operário Ferroviário pode sobreviver sem grandes rombos em seu orçamento por mais ‘dois ou três meses’, segundo o presidente do clube, Álvaro Góes. O mandatário ponta-grossense conversou com a Banda B, durante o programa Meio-Dia Esportivo, e ressaltou a ‘revolução financeira’ enfrentada pelo clube desde 2014.

“Quando entramos no Operário, há seis anos, o clube não tinha crédito nenhum no mercado, nem mesmo para comprar um prego do outro lado da rua. Hoje, com um planejamento bem feito, colocamos a engrenagem para funcionar com uma previsão e um projeto bem sucedidos”, afirmou Góes.

Antes da paralisação, em março deste ano, o Fantasma terminou com a quarta melhor campanha do Paranaense, classificado para as quartas de final do Estadual contra o Cianorte, quando houver o retorno do campeonato estadual. Mesmo sem previsão de retorno, o Operário segue funcionando, com treinos remotos do elenco e isolamento entre funcionários.

Medidas

“Na parada, no mês de março, chegamos ao clube e ‘fechamos todas as torneiras’ e todos os gastos possíveis. Tentamos reduzir contratos e tudo que pudesse ser diminuído para manter a sobrevivência do Operário. É importante lembrar também que a CBF diminuiu o repasse de verbas. Então nós sentamos com atletas e comissão técnica, reduzimos salários e o clube, graças a Deus, consegue se manter por mais dois meses sem jogos”, explicou o cartola.

Mesmo com a condição considerada por Alvaro como ‘confortável’, o presidente acredita que as atividades precisam retornar o quanto antes no Paraná e no Brasil. “As pessoas precisam entender que o desemprego será enorme e a retomada da economia seria ainda mais difícil. Precisamos voltar ao normal o quanto antes”.

Informações Banda B

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