Fifa afasta dirigente africano por cinco anos após inquérito

Esporte

23 de novembro de 2020 13:40

Agência Brasil


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Ahmad, que é presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), pretendia concorrer a uma eleição em março, na qual teria enfrentado diversos concorrentes. Foto: Reprodução
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Ahamad aceitou e ofereceu propinas, e também se apropriou de fundos 

O chefe do futebol africano, Ahmad Ahmad, foi afastado do esporte por cinco anos após uma investigação de ética da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Ahmad, que é presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), pretendia concorrer a uma eleição em março, na qual teria enfrentado diversos concorrentes. A entidade que comanda o futebol disse em um comunicado que seu Comitê de Ética independente condenou Ahmad por oferecer e aceitar presentes e outros benefícios e por apropriação indevida de fundos.

A Fifa "o puniu com um afastamento de toda atividade relacionada ao futebol (administrativa, esportiva ou qualquer outra) em nível nacional e internacional por cinco anos". A entidade ainda o multou em US$ 200 mil. Ahmad não quis comentar quando foi contatado pela Reuters.

Amr Fahmy, ex-secretário-geral da CAF que morreu de câncer no início do ano, foi demitido depois de fazer acusações de corrupção contra Ahmad em um documento enviado à Fifa no dia 31 de março de 2019. O documento, enviado a um comitê de investigação da Fifa e visto pela Reuters, acusou Ahmad de ordenar que seu secretário-geral depositasse propinas de US$ 20 mil em contas de presidentes de associações de futebol africanas, entre eles os de Cabo Verde e Tanzânia.

O documento também acusou Ahmad de custar à CAF outros US$ 830 mil ao encomendar equipamentos por meio de uma empresa intermediária francesa chamada Tactical Steel, que negou qualquer irregularidade e disse que obteve o contrato por mérito.

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