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Galvão se revolta: "vergonha do futebol mundial"

Esporte

05 de setembro de 2021 17:58

Da Redação


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Galvão Bueno em Brasil x Argentina: ele se irritou com vergonha no clássico pelas Eliminatórias Foto: Divulgação
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Galvão Bueno em Brasil x Argentina: ele se irritou com vergonha no clássico pelas Eliminatórias


O narrador Galvão Bueno demonstrou irritação com a situação da partida entre Brasil e Argentina após saber que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) atuaram nos bastidores para liberar que jogadores argentinos, que passaram nos últimos 14 dias pelo Reino Unido, não cumprissem a devida quarentena exigida no Brasil e entrassem em campo. "Foram irresponsáveis. É uma vergonha mundial", bradou o locutor.

O desabafo começou neste domingo (5), antes do início da partida entre os rivais sul-americanos pela Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Pelo protocolo sanitário, pela Inglaterra fazer parte de uma zona "vermelha", considerada de alto risco, quem entra no Brasil após ter passado recentemente por lá precisa fazer uma quarentena de 14 dias antes de poder circular livremente.

Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero não disseram para as autoridades nacionais que passaram pelo país nas últimas duas semanas --eles jogam em clubes do Campeonato Inglês. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pediu que os atletas fossem deportados. Mas o governo federal negou, atendendo aos pedidos da Conmebol e da CBF. O jogo, posteriormente, foi cancelado. 

Galvão Bueno ficou revoltado com a liberação e disse que o governo federal colocou em risco o povo brasileiro pela quebra de protocolo para a entrada no Brasil.

"Se existe um protocolo para entrar no Brasil, por que eles não tiveram que cumprir? Claudinho e Malcom do Zenit, da Rússia, foram chamados de volta porque eles perderiam jogos da Champions League. E eles são liberados? O governo brasileiro, irresponsavelmente, permitiu isto. Foram irresponsáveis", contou o narrador.

"Eu queria ver se fosse na Argentina se poderíamos fazer isso lá", concordou o comentarista e ex-jogador Júnior. Galvão, porém, deu parabéns para quem negou que 10 mil pessoas assistissem a partida na Neo Química Arena --somente 1.500 convidados foram aceitos. "Isso eu dou parabéns", elogiou.

Quando o jogo começou, uma surpresa: aos cinco minutos do primeiro tempo, a Anvisa e a Polícia Federal interromperam a partida para retirar os jogadores de campo pela ilegalidade. Galvão Bueno ficou ainda mais revoltado com a bagunça.

"É uma vergonha mundial. É o maior clássico do mundo e estamos mostrando isso para todo o Brasil. Tudo culpa de uma CBF sem comando nenhum. Que autoridade do governo deu essa autorização e passou por cima da Anvisa?", gritou o narrador.

Durante a paralisação da partida, Galvão Bueno conversou com Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa. O executivo confirmou que a posição da agência é irredutível e que os quatro jogadores precisam ser deportados do Brasil. Galvão, posteriormente, deixou claro que a crítica era contra a forma com que a organização da seleção argentina agiu. 

"Eu queria deixar claro que a minha crítica é principalmente contra a seleção argentina, que passou por cima dos nossos protocolos. Devem ser punidos", afirmou. "Não se pode dar o direito de querer tirar a lei. O futebol não faz parte de um mundo à parte do restante do mundo", criticou o narrador.

"Acho que eles tentaram dar um migué, para que os quatro jogadores pudessem jogar. Não abriram o vestiário, não deixaram entrar na concentração, todas essas coisas. Já estavam sabendo", opinou Júnior. 

Após quase uma hora de tentativas de negociação, a partida foi enfim suspensa, por decisão final do árbitro. 

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