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Treinadores estrangeiros seguem em alta no Brasil para 2022

Esporte

07 de janeiro de 2022 13:21

Da Redação


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Jorge Sampaoli é treinador Foto: Bruno Cantini / Agência Galo / Atlético
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Um grande problema de treinadores de fora é não estarem acostumados com a realidade do futebol brasileiro


Jorge Jesus não voltou para o Flamengo, pelo menos não no começo de 2022, mas ele segue desejado no Brasil e o Atlético-MG o tinha no topo de sua lista. O português é uma das referências no movimento de contratação de técnicos estrangeiros, que já existia na década passada, mas verdadeiramente aqueceu a partir de 2019 com a chegada de Jesus ao Flamengo e também de Jorge Sampaoli no Santos.

Entretanto nem tudo foram flores. Tanto Santos como Flamengo já tiveram contratações malsucedidas depois das passagens marcantes de Jesus e Sampaoli e outros clubes também erraram mais do que acertaram. Só ser estrangeiro não é solução para tudo. É preciso ter planejamento e paciência.

Quando os campeonatos começarem os times têm que estar entrosados e apostar em técnicos de outros países pode dificultar isso. Nas casas de apostas, os usuários levam em conta vários aspectos para escolher os seus favoritos e ter um bom técnico é um deles. Confira no site e veja como fazer para palpitar nos seus times favoritos para 2022.

Um grande problema de treinadores de fora é não estarem acostumados com a realidade do futebol brasileiro, que inclui um calendário absurdo, grandes viagens e até gramados péssimos e atrasos de salário. Isso sem contar que é preciso conhecer os jogadores a fundo, tanto do seu time como dos outros.

Outro assunto a parte é a paciência mínima com maus resultados e o gatilho de dirigentes que são facilmente influenciados por pressões de torcida, imprensa e conselheiros/sócios dos clubes. Casos como Jesualdo Ferreira no Santos, Domenec Torrent (pouco mais de três meses no Flamengo), Diego Dabove no Bahia (apenas seis jogos), Miguel Angel Ramirez (Internacional) são representativos.

Mas os ganhos são inegáveis. Os treinadores brasileiros parecem ter se acomodado na eterna dança das cadeiras do futebol nacional, com salários e rescisões altíssimas e pouco espaço para trabalhos de longa duração e detalhamento. Os estrangeiros conseguiram trazer um futebol mais moderno, especialmente os maiores nomes.

Além de Jorge Jesus e Jorge Sampaoli, o português Abel Ferreira é um caso de sucesso absoluto. O Palmeiras até ganhou títulos com Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo, mas a diferença de futebol praticado com o português é clara, mesmo que ele não seja brilhante ofensivamente como era o Flamengo de 2019.

A busca por esse estilo de jogo mais atual, seja implantando soluções posicionais ou então mudando partida a partida para explorar pontos fracos dos adversários, é o que faz os clubes trazerem nomes de fora.

O Flamengo depois da decepção com Renato Gaúcho, que era cotado até para a seleção brasileira em seus melhores tempos no Grêmio, voltou a Portugal e trouxe Paulo Sousa, treinador que passou pela Fiorentina e Bordeaux e estava na seleção polonesa, onde comandava um dos melhores jogadores do mundo, Robert Lewandowski.

Outro nome ventilado, tanto para o clube carioca antes do acerto com Sousa e também pelo Atlético-MG é o de Carlos Carvalhal, atual treinador do Braga e que já treinou na Premier League (Swansea). Uma multa pesada pode ser um entrave, mas há possibilidade de redução do valor e o Galo hoje é um clube que conta com grande ajuda financeira e um elenco que requer um técnico de ponta.

Portugal é um dos países que mais exportou treinadores para o Brasil, com a Argentina também no topo dessa lista. Se há alguns treinadores que não deram frutos ao longo dos anos, também há bons exemplos de trabalhos destacados. O de Juan Pablo Vojvoda, que levou o Fortaleza para a Libertadores é um deles.

Caso Vojvoda chegue até maio no clube, ele será apenas o terceiro que passará de um ano no cargo nessa última leva de técnicos de fora chegando no Brasil. Ou seja, o desafio é grande.

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