Com decisões no VAR, Athletico empata com o Estudiantes

Recurso de vídeo anulou um gol e um pênalti da equipe paranaense

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Recurso de vídeo anulou um gol e um pênalti da equipe paranaense -

Da Redação

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Diante de mais de 34 mil torcedores, Athletico e Estudiantes de La Plata ficaram no empate sem gols na noite desta quinta-feira (4), na partida de ida das quartas de final da Copa Libertadores da América, na Arena da Baixada. Não era o resultado que o Furacão queria e tudo agora será definido na Argentina.

Os dois lados tinham o que comemorar antes da bola rolar. O Rubro-Negro chegou aos 40 mil associados nesta quinta, mesmo dia em que o time argentino comemorou o seu aniversário de 117 anos de fundação. O que parecia balanceado fora de campo também se apresentou ao longo dos 90 minutos.

Mesmo com mais posse de bola, o Athletico teve dificuldades de levar perigo ao gol do goleiro Andújar no Joaquim Américo. A equipe da casa teve, assim, de insistir muito nas bolas paradas, e em uma delas chegou ao gol, porém o lance foi anulado depois de intervenção do VAR. Na etapa inicial, a tecnologia também interferiu em um pênalti a favor do Furacão.

As duas equipes voltam a se reencontrar em uma semana, na próxima quinta-feira (11), às 21h30, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata. Quem vencer avança às semifinais, enquanto um novo empate leva a decisão da vaga para os pênaltis. Antes, contudo, o Rubro-Negro atua pelo Brasileirão, neste domingo (7), diante do Atlético-MG, às 19h, no Mineirão.

Equilíbrio e VAR polêmico no primeiro tempo

Como era de se esperar em uma fase decisiva, o equilíbrio deu as caras na etapa inicial no Joaquim Américo. De um lado, o Athletico tinha mais de 60% de posse de bola e tentava dar as cartas, porém encontrava dificuldades diante da boa postura defensiva do Estudiantes, com uma linha de três e outra de cinco atletas quando não tinha a bola.

A primeira grande chance veio aos seis minutos, quando Godoy foi lançado em velocidade e encheu o pé, mandando na rede pelo lado de fora do gol do athleticano Bento. A forte marcação e a bola longa seguiam sendo as armas dos argentinos, que não tinham nenhuma pressa a cada reposição de bola.

Já o Furacão encontrava dificuldades, sobretudo no último terço do campo. Assim, apenas na base dos cruzamentos os donos da casa tentaram chegar, porém o arqueiro Andújar não foi obrigado a trabalhar durante boa parte dos 45 minutos iniciais. Aos 16, o outro goleiro do jogo salvou o Rubro-Negro, em cabeçada perigosa de Lollo.

Os rubro-negros iam ficando nervosos, e tudo poderia ter mudado aos 24 minutos. Khellven cruzou da direita, Cuello salvou a bola de sair pela linha de fundo e cabeceou para o centro da área, mas a pelota explodiu no braço de um defensor adversário. O árbitro venezuelano Jesús Valenzuela marcou o pênalti. Contudo, antes de Terans poder cobrar, ele foi chamado pelo VAR.

Depois de quase dois minutos vendo o lance por vários ângulos, o juiz da partida voltou atrás e anulou a penalidade máxima, para desespero do diretor técnico Luiz Felipe Scolari e ira da torcida athleticana. Após isso, apenas em duas cobranças de falta, uma aos 35 com Khellven, e aos 41 minutos com Cuello, o Furacão fez Andújar trabalhar.

Sem permitir volume ao Athletico, o Estudiantes ia garantindo um empate que lhe parecia cômodo até ali. A pressão pelo resultado seguia com o time da casa.

VAR ataca novamente

Sem alterações de lado a lado, os dois times voltaram na mesma toada para o segundo tempo. Os argentinos seguiam marcando forte e procurando os contra-ataques, ante um Furacão pressionado pela necessidade de fazer o resultado dentro de casa. Aos quatro minutos, Bento fez uma ótima defesa do que poderia ter sido o gol de abertura do placar.

Nervosos, os rubro-negros passaram a arriscar de longa distância. Aos sete, aos 11 e aos 12, Cuello, Terans e Hugo Moura mostraram que, de longe, seria difícil o Rubro-Negro sair na frente. Tentando mexer com a equipe, Felipão promoveu as entradas do estreante Alex Santana e de Vitor Roque, pedido pelo torcedor local desde o começo da etapa final.

Pouco tempo depois, aos 25, quem entrou foi Cittadini e Vitinho nos lugares de Hugo Moura e Canobbio. A partir daí, pelos próximos dez minutos seguintes, o Athletico pressionou a defesa argentina, sobretudo nas bolas paradas. Em três lances, aos 27, 28 e 30 minutos, o Furacão não abriu o marcador por falta de pontaria, fosse na cabeçada ou no arremate.

Do outro lado, Bento passou a ser um espectador. De longe o goleiro rubro-negro comemorou o gol de Thiago Heleno, aos 36 minutos, mas o tento acabou anulado, uma vez que Khellven estava em impedimento no momento do cruzamento que resultou no gol athleticano. Mais uma intervenção do VAR na partida.

O tento anulado abalou os donos da casa, que só chegariam com perigo uma última vez, aos 47, quando Khellven bateu falta com perigo. Dois minutos depois, no último lance do jogo, Pellegrino dominou e bateu com perigo, no que foi a única chegada perigosa dos argentinos dos 45 minutos finais. Mas foi o bastante perante a estratégia do Estudiantes.

As informações são da Rádio Banda B