Autoexame ajuda homem no diagnóstico precoce de câncer

Homem-sexo

03 de fevereiro de 2020 09:40

Da Redação


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Médico diz que incidência do tumor geralmente ocorre nos indivíduos com idade entre 15 e 50 anos Foto:
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Incidência do tumor geralmente ocorre nos indivíduos com idade entre 15 e 50 anos

As mulheres já conhecem de longa data a importância do autoexame das mamas para o diagnóstico precoce de câncer. A mesma orientação deve ser seguida pelos homens com relação aos testículos. “É essencial que, desde a adolescência, os homens apalpem mensalmente os testículos para descobrir qualquer alteração”, orienta Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal).

Apesar da incidência de tumor nos testículos responder por apenas 5% do total de casos de câncer no público masculino, ele preocupa por atingir uma população em idade de 15 a 50 anos. “A pessoa deve procurar orientação médica sempre que notar alterações como um nódulo, rigidez, dor, desconforto ou aumento do saco escrotal”, explica o professor da Unifesp.

Os riscos da doença são maiores em pacientes com histórico familiar, que passaram por lesões e traumas na bolsa escrotal e trabalhadores expostos a agrotóxicos. Os homens com criptorquidia, que é a permanência do testículo fora da bolsa escrotal depois do nascimento, também têm chances de desenvolver o tumor. “Nas últimas décadas, temos visto ainda o aumento dos casos de câncer no escroto por homens que, em algum momento, fizeram uso indiscriminado de anabolizantes”, alerta o médico oncologista.

Ramon esclarece que o diagnóstico precoce alcança quase 100% de cura entre os pacientes. Para alguns casos, pode ser indicada a cirurgia, com a retirada do testículo afetado. Para outros, é possível fazer o tratamento com quimioterapia, afirma o oncologista.

Oncologista clínico e professor adjunto de Cancerologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Câncer de Pulmão no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto da Sociedade Americana de Oncologia Clínica e do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal da Sociedade Europeia de Oncologia Médica.

O oncologista é do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e do Hospital Beneficência Portuguesa, em Bauru (SP). 

 

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