MCG abre as portas para a arte

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12 de abril de 2019 22:21

Da Redação

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Museu Campos Gerais reabre abre neste fim de semana com exposição do fotógrafo de Orlando Azevedo

O Museu Campos Gerais (MCG) da Universidade Estadual de Ponta Grossa reabriu nessa sexta-feira (12) às 19h com exposição da obra do fotógrafo português radicado no Brasil, Orlando Azevedo. No sábado (13), o público pode apreciar a Mostra Paraná com 40 fotografias que retratam pessoas e lugares desde o litoral ao norte pioneiro do Estado. A visitação é gratuita e estará aberta das 9h às 11h45 e, no domingo, das 13h30 às 17h. O MCG fica na Engenheiro Schamber esquina com Rua XV.

Renomado no país e fora dele, o fotógrafo lusitano Orlando Azevedo adotou Curitiba para viver desde fins dos anos de 1960. Participou do  clima de ebulição cultural nas artes no período, envolvendo-se com música, poesia e fotografia. “Essa unificação das artes trouxe poesia e sonoridade aos olhos de quem observa a fotografia da freira tomando banho ou da menina sorrindo na balança improvisada do assentamento em Rio Bonito do Iguaçu”.

Sobre a vinda da exposição Paraná para o MCG, o reitor, Miguel Sanches Neto destaca a importância do trabalho do artista. “Cada foto é um ponto de ligação imaginário que, unido aos demais, forma um desenho de nossa face coletiva. Por este poder metonímico é que Orlando Azevedo se fez um dos maiores fotógrafos do Brasil”, diz. “Sorte nossa que, depois de deixar Portugal, Orlando tenha ancorado sua sensibilidade entre nós. Este luso-curitibano, seguindo a tradição local de artistas nascidos na Europa, nos ensinou a ver de forma profunda o Paraná e o Brasil”, complementa o reitor.

Azevedo registrou as transformações profundas no estado do Paraná desde os anos de 1980. Entre os principais trabalhos está a Expedição Coração do Paraná, que percorreu o Estado entre 2005 a 2006. Este resultou numa mostra no MON – Museu Oscar Niemeyer com cerca de 200 imagens processadas e elaboradas museologicamente por Silvio Pinhatti. Posteriormente lança a edição do livro “Expedição Coração do Brasil – Paraná” obra com 634 páginas, publicado em três idiomas. 

Em 2016, Azevedo apresentou a mostra Ruínas no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba e, em 2017, publicou o livro histórico de Augusto e Alberto Weiss (pai e filho) a partir de sua coleção privada de chapas de vidro de 1880 a 1990 com diversos temas e registros do começo da colonização com seus novos emigrantes sendo que após este mesmo acervo foi transferido em caráter definitivo ao Instituto Moreira Salles (IMS).

Em 2018, dedicou-se à edição final e diagramação dos novos títulos, livros a serem publicados ‘Mestiço-Retrato do Brasil’, ‘Cósmica’, ‘Açores’, ‘Divino’, ‘Câmara Ardente’, ‘Ruínas’, ‘Jardim de Anões’ e ‘Selfie-se’ quem puder contendo três obras realizadas com iphone -Diário de Bolso, Deleite e Estranhas Entranhas.


Mostra reúne acervo de Hugo Reis jornalista da região

Os outros três espaços de visitação que integram a reabertura do Museu. “Linotipo: a imprensa nos tempos de Hugo Reis” é uma exposição que reúne o acervo do jornalista, referência na imprensa local nas primeiras décadas do século XX. A exposição “Intelectualidades: a trajetória de Wilson Martins” está ambientada no escritório onde o intelectual produziu sua obra mais conhecida, “A História da Inteligência Brasileira”.

A exposição “Salus: Histórias da Saúde” reproduz um consultório odontológico e uma farmácia do início do século XX. Reúne objetos do cotidiano de dentistas, farmacêuticos, médicos e enfermeiros. Documentos do ex-professor Gabriel de Paula Machado, ligado ao curso de Farmácia e Bioquímica da UEPG, falecido em 2017, também integram a mostra. Outro bloco da exposição, organizado a partir do acervo da enfermeira Wanda Aguiar Horta, considerada pioneira na área, será inaugurado em 13 de maio

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