Wagner Tiso encerra 32º FUC no sábado 

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14 de junho de 2019 19:37

Da Redação


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Wagner Tiso é um maestro nacionalmente conhecido Foto: Divulgação
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Wagner Tiso é um maestro nacionalmente conhecido 

O maestro Wagner Tiso é a grande atração musical da etapa final da 32ª edição do Festival da Canção neste sábado (15). No espetáculo em comemoração aos seus 60 anos de carreira, Tiso divide o palco com os convidados India Tiso e Marcio Malard.  A última noite do Festival tem início às 19h30 no Cine Teatro Ópera.

Ao longo da carreira, Wagner Tiso, foi pianista, regente, compositor e arranjador. Foi um dos responsáveis pela criação do Clube da Esquina. Tocou e orquestrou para mais de 150 intérpretes diferentes. Na carreira internacional,  percorreu quase todos os países do mundo e ostenta uma obra com mais de 30 álbuns e inúmeras trilhas para cinema, televisão e teatro, 2 peças sinfônicas completas e quase 200 arranjos musicais.

Marcio Malard estará com Wagner Tiso no show em Ponta Grossa. Malard é um dos violoncelistas que mais tempo aturam como líder na Orquestra Sinfônica Brasileira, 38 anos, tempo suficiente para conviver com grandes regentes e artistas como Charles Dutoit, Eduardo Matta, Kurt Sanderling, Kurt Mazur, Antonio Janigro, Pierre Fournier, Leonard Rose, Janos Starker Paul Tortelier, Rostropovich, C. Arrau, Arnaldo Estrella, Mariuccia Iacovinno, Iberê Gomes Grosso; este último seu grande mestre que – além das inesquecíveis lições musicais – foi quem lhe indicou para substituí-lo no Quarteto da Guanabara, na ocasião do lamentável acidente que culminou com a morte do grande músico. Desde então são 35 anos de Quarteto da Guanabara.


Vida e Obra de Tiso

Nascido na cidade mineira de Três Pontas em 12 de dezembro de 1945, de família com origens ciganas do Leste Europeu, Wagner é filho de um bancário e de uma professora de piano, onde teve o primeiro contato com a música. Ainda criança, conheceu Milton Nascimento, fizeram juntos os estudos do acordeom e suas primeiras descobertas musicais, mudaram-se para Alfenas, e fortaleceram uma amizade que se mantém até hoje.

Iniciou sua carreira em 1958 no grupo W’s Boys, um conjunto que animaria os bailes da cidade, composto por Waltinho, Wilson, Wanderley e Milton Nascimento (que se apresentava como Wilton). Na década de 60 participou dos grupos Sambacana, os conjuntos de Edison Machado e Paulo Moura, e Berimbau Trio. Nesse período Wagner e Milton conheceram Marilton Borges e sua família, formando o embrião do Clube da Esquina, um dos maiores movimentos musicais do país, em que Tiso tocou órgão, piano, e arranjou músicas.

Em 1969, fez o arranjo e compôs Matança do porco, para a trilha sonora de Os deuses e os mortos, filme de Ruy Guerra, que representou o Brasil no Festival Internacional de Berlim. Além dele, mais de 30 filmes receberam suas trilhas, como Chico Rei (1984), O Boto (1987) e A ostra e o vento (1997), ambos de Walter Lima Júnior, Jango (1989), de Silvio Tendler, onde o tema do filme foi letrado por Milton Nascimento e se transformou na música hino das Diretas Já, Coração de Estudante, e O Guarani (1995), de Norma Bengell.

Na década de 70 criou, juntamente com Robertinho Silva, Tavito, Luis Alves, Laudir de Oliveira e Zé Rodrix, a banda de rock progressivo, Som Imaginário, tocando nos shows e gravações de Milton Nascimento. Em 1972, arranjou e orquestrou os discos Clube da Esquina e O Milagre dos peixes, de Milton Nascimento. Foi eleito, pela crítica especializada, o Melhor Arranjador de 1974 e de 1975. Em 1977 gravou seu primeiro disco solo, Wagner Tiso, com composições próprias, além de 2 músicas em parceria com Nivaldo Ornellas, e vocais de Milton Nascimento e da esplendorosa Maria Lúcia Godói.

Lançou com Milton Nascimento, em 1999 o disco Debussy e Fauré com o Rio Cello Ensemble. O disco foi distribuído em bancas de jornal, acompanhado de uma revista contendo fotos e dados sobre sua trajetória artística. Em 2000, lança o CD Tom Jobim Villa-Lobos, também com o Rio Cello Ensemble. Em 2002 gravou com Zé Renato o CD Memorial, homenagem a Juscelino Kubitschek, e no ano seguinte o CD Tocar. Em 2004, lançou o CD Cenas Brasileiras, ao lado da Orquestra Petrobrás Pró-Música (OPPM), dirigida por Roberto Tibiriçá e gravada, ao vivo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 2005, comemorando 60 anos de vida e 45 de carreira, voltou ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o show Um Som Imaginário, com uma banda formada por Itamar Assiére, Lula Galvão, Sérgio Barrozo, André Boxexa e Mingo Araújo, e também pela Orquestra Petrobras Sinfônica, tendo como regente convidado Carlos Prazeres, dividindo sua regência com Wagner. Participaram do espetáculo Milton Nascimento, Gal Costa, Cauby Peixoto, Paulo Moura, Uakti, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Robertinho Silva, Luiz Alves, Victor Biglione, Tizumba e Guarda de Moçambique do Divino.

Lançou, em 2006, o CD e DVD Um Som Imaginário, registro ao vivo do espetáculo realizado no ano anterior. Já em 2007 foi a vez da coleção de quatro CDs intitulada Da sanfona à Sinfônica – Wagner Tiso 40 anos de arranjos, traçando um panorama da música Brasileira a partir da remasterização de gravações originais de suas orquestrações realizadas em 40 anos de trajetória. Lançou, em 2009, o CD Samba e Jazz – Um Século de Música, O disco contou com a participação de Nicolas Krassik (violino), Hermeto Pascoal (flauta), Nivaldo Ornelas (sax), Hamilton de Holanda (bandolim), Paulo Moura (clarinete) e Victor Biglione (guitarra), entre outros.

 Em 2011, lançou o CD Outras canções de cinema, com composições de sua autoria em duo com Márcio Malard. Também compôs 2 peças sinfônicas completas, American nights, se apresentando junto às orquestras sinfônicas de Salvador e do Espírito Santo, e Cenas Brasileiras, que estreou no Theatro Municipal e já foi apresentada em diversas cidades do país. Também, o grupo O Som Imaginário retornou aos palcos, com formação diferente da original, com Wagner Tiso, Robertinho Silva, Tavito, Nivaldo Ornelas, Luiz Alves e Victor Biglione, novo integrante do sexteto, se apresentando, inclusive, em 2012 na Virada Cultural de Belo Horizonte, e na tradicional Virada Cultural de São Paulo.

Em 2014 entre outras apresentações, Wagner fez concerto com Antônio Zambujo e participou da Turnê “Uma Travessia” que comemorou a atividade musical os 51 anos de atividade musical de Milton Nascimento, com participação dos companheiros do Clube da Esquina. Também, se apresentou no Festival Internacional de Jazz e Bossa de Santa Teresa ao lado da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo e, junto com o cantor e compositor Tunai subiram ao palco da Caixa Cultural São Paulo para apresentar pela primeira vez o show Saudade da Elis.

Entre 2015 e 2016, Wagner Tiso se apresenta com Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) e inaugurou a "Casa Wagner Tiso Jazz Club" no Porto da Barra em Búzios, Região dos Lagos do Rio, onde reuniu grandes nomes da música e novos talentos. Além da dedicação à casa de shows, tocou com Orquestra Camerata Sesi, e o violoncelista tcheco Jan Zalud e seguiu se apresentando pelo Brasil e fazendo arranjos.

Dentre os diversos prêmios que o maestro já conquistou, se destacam o Prêmio da Ordem dos Músicos do Brasil, o Troféu Villa Lobos de melhor LP instrumental em 1994, melhor música original em 1987 pelo Rio Cine Festival, o prêmio de melhor música Golden Metais em 1991, prêmio Cineclube do Banco do Brasil de melhor trilha sonora em 1994, melhor música de longa metragem do Festival de Gramado em 2004 e, Festival Ibero-americano de cinema para melhor trilha sonora original em 2008.

Desde 2016, Wagner tem se apresentado em diversos formatos de shows, como regente convidado; em show solo, onde faz uma homenagem aos maiores compositores brasileiros; em duo ou trio com Victor Biglione e Marcio Malard, com músicas desde Villa Lobos, passando pela MPB e diversos chorinhos; também com Quarteto ou Octeto de Cello, apresentando desde clássicos populares a Debussy e Fauré; com a banda Som Imaginário, e as músicas que fizeram sucesso; com diversas orquestras dentro e fora do Brasil, apresentando suas 2 peças e arranjos variados; ao lado de Tunai, com o show Saudade da Elis, onde se apresentou em quase todo o país, com diversas participações especiais. Atualmente o maestro Wagner Tiso vem fazendo belíssimas apresentações acompanhando sua filha e cantora India Tiso ao longo do mundo. 


India Tiso

Cantora, compositora e produtora cultural, nascida em São Paulo em abril de 1973, criada no Rio de Janeiro, tendo também como cenários de inspiração e atuação, Bahia, São Paulo, Minas e mais recentemente Nova Iorque. India Tiso, filha do maestro Wagner Tiso e da artista plástica Silvia Rabelo, estudou canto com grandes nomes como: Eládio Pérez Gonzalez, Margarita Shak, Diva Pieranti, Mário Vaz, Lia Mara, Cida Moreira, Madalena Bernardes e Fay Victor. Passou por escolas como: Villa Lobos, Pró Arte, Galpão das Artes do MAM, CLAM (Zimbo Trio), Antônio Adolfo e New York Jazz Workshop.

Com alma negra e cigana, India traz em sua bagagem profunda admiração e paixão por influências como o Jazz, o Blues, o Soul, o Tango, a Bossa e a MPB. Seu projeto mais recente, o EP “Meu mar de Caymmi”, produzido e dirigido por Wagner Tiso e Victor Biglione. Foi gravado e mixado por Roberto Alemão Marques e masterizado por Bom Bom no Estúdio Botânico e viabilizado pela Tratore. Esse projeto traz releituras muito charmosas de Dorival Caymmi e contou com participações pra lá de especiais como os maestros Marcio Malard e Luiz Alves. 


Tiso e Malard 

Ao fim da década de 1960, o Canecão, que ainda era uma cervejaria carioca, deu início a sua linha de shows, com um nome que marcou época e deixou saudades: Maysa. Para compor a orquestra deste espetáculo, foi convidado por Paulo Moura que por sua vez indicou Wagner Tiso como seu pianista e com ele dividiu a elaboração dos arranjos. Para ocupar a posição de 1o cello do naipe de cordas, convidaram então o 1o cello da OSB - que naquela época figurava como a melhor Sinfônica do país. Wagner e Marcio Malard, mineiros e vindos quase que na mesma época de Belo Horizonte, estreitaram laços de amizade a partir da contratação dos dois pela Odeon gravadora. Naquela gravadora, foi lançado um disco que uma das músicas foi "Cello Caribe" que Wagner confiou a execução ao Malard. A partir dai a parceria foi se estreitando até chegar ao "Rio Cello Ensemble", conjunto nascido na sua totalidade do naipe de cellos da OSB - com o aval e benção do maestro Isaac Karabitchevsky - e que com Tiso viajou para Lisboa, Barcelona, Londres, Paris, Dinamarca, Noruega entre outras. Com as sucessivas crises, as viagens foram espaçando, mas a parceria continuou com o mesmo sucesso com temperos mais intimistas, no que concerne à dinâmica, colorido e um cunho mais camerístico, porém sem abrir mão do que nossa música oferece de melhor: a sua cadência, o seu ritmo, que vai de Villa - Lobos a Waldir Azevedo, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Jacó do Bandolim, Tom e Vinícius, Gil, Dolores Duran.

 Com informações da Assessoria de Imprensa

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