‘O Rei Leão’ estreia nos cinemas brasileiros; longa vida ao rei

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18 de julho de 2019 12:40

Da Redação


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Nova versão do clássico animado de 1994 reproduz história do leão Simba Foto: Reprodução/Facebook
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Remake do clássico de 1994 chega às telonas com um visual realista

‘O Rei Leão’, de 1994, não tinha como dar errado. Roteiro baseado num dos textos mais consagrados de William Shakespeare. Produção da Disney, a grande especialista em animações. O rei dos animais como protagonista. Os mais belos cenários naturais do mundo como plano de fundo. Músicas de Elton John. Não deu errado mesmo. Foi por um bom tempo a animação mais rentável da história, até ser ultrapassada por ‘Procurando Nemo’, quase 10 anos depois. É, ainda hoje, a maior bilheteria de um desenho tradicional (em 2D, feito à mão). Passados 25 anos, ‘O Rei Leão’ volta à telona, mas em nova forma. Trata-se de mais um dos live-actions que a Disney tem feito em cima de seus desenhos clássicos.

Nessa onda de live-actions, o estúdio tem procedido de duas formas. Em uma delas, faz releituras de suas obras. ‘A Bela Adormecida’, por exemplo, ganhou uma versão em que a narrativa é feita do ponto de vista da bruxa Malévola, interpretada por Angelina Jolie. Em outra frente, a Disney aposta em versões fiéis, apenas repaginadas com atores de verdade e tecnologia de século 21. Foi assim com ‘Cinderela’, ‘Aladdin’ e ‘Mogli’.

O Rei Leão está mais para este último caso. Inclusive em sua direção – Jon Favreau, que comandou a história do menino-lobo, também comanda o filme do leão-menino Simba. A concepção de ambos é similar. Em ‘Mogli’, há apenas um menino humano (o jovem ator Neel Sethi) em meio a uma selva indiana e animais – a pantera Baghera, o uso Baloo, o tigre Shere Khan – produzidos em CGI com muito realismo. ‘O Rei Leão’ vai além. Simplesmente não há ninguém humano. Tudo que se vê ali é feito por computador. Mas parece real. Absurdamente real.

Veja semelhanças de 'O Rei Leão' com o clássico de 1994

Basicamente, a história é a mesma. O jovem leão Simba é o herdeiro do rei Mufasa e alvo da inveja do tio Scar, que ambiciona o trono. Quando o pai morre, num acidente pelo qual Simba se culpa – em uma cena que o público não está preparado para aguentar –, o jovem leão acaba banido da Pedra do Rei e vai sozinho para bem longe. Enquanto o tio assume a coroa com a morte do rei, o jovem tem que assumir sua responsabilidade. Parece familiar demais? É o mesmo enredo de ‘Hamlet’, de Shakespeare. Só que na África.

Defeito, se é que dá para dizer isso, é que os animais deste ‘O Rei Leão’ têm expressões faciais de... animais. As faces dos personagens do filme de 1994 eram mais antropomorfizadas: leões riam, leões choravam, leões faziam cara de surpresa e sarcasmo. A gama de expressões dos bichos na natureza é obviamente mais limitada que a dos humanos – e o filme segue deliberadamente por essa linha realista.

Os trailers e as redes sociais já entregaram coisas do filme. Uma delas, a semelhança de enquadramentos em relação à animação original. Outra, que terá o suricato Timão e o javali africano Pumbaa desfilando os acordes da clássica ‘The Lion Sleeps Tonight’. Mais uma: a cantora Beyoncé, que dubla a leoa Nala, cantará uma música nova para a trilha do filme – intitulada ‘Spirit’. E ela ainda vai lançar um disco temático, ‘The Lion King: The Gift’, com artistas globais e com sons próprios da natureza africana, a ser lançado em 19 de julho. Até pelo peso estelar de sua dubladora, Nala terá ao menos uma cena “girl power”.

No mais, é de se supor que não haja grandes novidades em relação ao filme de 1994. O maior objetivo do novo ‘O Rei Leão’ é mostrar um clássico repaginado e totalmente realista a novas gerações. E com um belo time de vozes para os personagens: além da cantora Beyoncé (Nala), há Donald Glover (Simba), John Oliver (Zazu), Seth Rogen (Pumbaa), Billy Eichner (Timão), Chiwetel Ejiofor (Scar), Alfre Woodard (Sarabi), Shahadi Wright Joseph e JD McCrary (jovem Nala e jovem Simba), John Rani (Rafiki). E há James Earl Jones como Mufasa – o único dublador que se repete do primeiro filme. Ele já emprestou sua poderosa voz ao pior pai da história do cinema: Darth Vader, de ‘Star Wars’. Agora, volta a ceder a voz ao melhor pai da história do cinema, um pai capaz de passar lições sábias, de dar sua vida pela do filho e de orientá-lo mesmo no além. A tecnologia pode ter mudado, o realismo também, mas as lições de Mufasa são atuais ainda hoje. Longa vida ao Rei Leão.

Informações Bem Paraná

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