Pandemia muda festa de Sant’Ana em PG e Castro

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27 de julho de 2020 11:32

Da Redação


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Sem procissão pelo rio ou pelas ruas, festejo foi adaptado

Os festejos de Sant’Ana, padroeira de Ponta Grossa e de Castro, acabaram adaptados este ano. As tradicionais procissões, que em Castro desce pelo Rio Iapó e, em Ponta Grossa, percorre as ruas do centrais, foram substituídas pela bênção com a imagem da santa a diversos pontos das duas cidades, por meio de carreata e peregrinação. Em Ponta Grossa, a festa da padroeira da Paróquia Sant’Ana e da catedral começou na quinta-feira (23), com o início do tríduo em honra a avó de Jesus, celebrado pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi.

Na celebração, que marcou também o 11º aniversário da dedicação da Catedral Sant’Ana, dom Sergio fez questão de passar uma mensagem de ânimo. “Que possamos nos renovarmos no seguimento de Cristo, como essa família fez, a avó do Menino Deus, a mãe da Virgem Maria. Que ela também interceda por nós, que nós também sejamos famílias cheias de fé, famílias que continuam, mesmo de uma maneira diferente, vivenciando a fé”, enfatizou. A paroquiana Íria Portela participa na catedral há 11 anos. “Não deixa de ser um dia festivo, mas dói no coração porque muitas pessoas desta comunidade estão no grupo de risco e não podem estar aqui conosco hoje”, lamentou.

Na sexta-feira, a noite foi de homenagem a Senhora Sant’Ana e aos avós. Catequistas e coordenadores de Catequese das 23 paróquias da cidade organizaram cartazes e desenhos dos catequizandos para enfeitar a Catedral Sant’Ana. Muitos desenhos mostravam as crianças com seus avós. “Agradeço aos catequistas, catequizandos e às famílias pelo empenho nessa homenagem a Sant'Ana e esse gesto de carinho para com os nossos idosos”, destacava a coordenadora diocesana da Pastoral Bíblico-Catequética, Flávia Carla Nascimento.

O tríduo terminou na noite de sábado. No domingo, o dia da padroeira foi festejado com um mimo a mais aos devotos de Sant'Ana. Uma peregrinação surpresa percorreu alguns pontos da cidade. A imagem da avó de Jesus derramou sua benção por toda a cidade, neste momento difícil que seus moradores atravessam, em uma demonstração de esperança e fé em dias melhores. “Foi muito emocionante termos passado com a imagem de Sant’Ana, abençoando as casas, hospitais...Em muitos lugares onde passou, teve família que saiu correndo ao encontro da imagem, pedindo a bênção. Muitos idosos nas janelas das casas, dos apartamentos...Como povo tem fé e como recebeu com carinho a imagem”, comentou o diácono Dyego Quadros. Na chegada a catedral, houve queima de fogos e missa solene. Após a celebração, em substituição ao tradicional almoço, este ano foi servida uma feijoada, no sistema drive thru.

Castro

Tradicionalmente, em Castro, a imagem de Sant’Ana, padroeira da cidade, desce de barco pelo rio Iapó e percorre as ruas do centro em direção à matriz. Este ano, no domingo, dia 26, terminada a missa solene, sob aplausos e o badalar de sinos, a imagem de Sant`Ana foi conduzida até um carro-andor, onde seguiu em carreata pela área central da cidade, encerrando os festejos da padroeira. A igreja matriz abriu suas portas para missa presencial, depois de 130 dias sem a presença física dos fiéis. Todos os cuidados - uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento entre as pessoas - foram seguidos à risca. Equipe da Vigilância Sanitária acompanhou a celebração para verificar o cumprimento das normas de saúde pública.

A missa solene teve a participação de padres das paróquias São Judas Tadeu, Perpétuo Socorro e ainda com o diácono Vitor Witsmiszyn , representando a comunidade de Nossa Senhora do Rosário. "Quero demonstrar minha gratidão e minha alegria. Para mim, foi sempre difícil celebrar sem a presença de vocês aqui. Hoje, estou muito feliz", disse, com voz embargada pela emoção, o pároco da matriz, padre Martinho Hartmann, que presidiu a celebração ao lado do padre Alvaro Nortok e do diácono Ricardo Santos. “Que tenhamos sempre a fé, a constância, a perseverança de Sant`Ana, que nos acompanha em nosso peregrinar", ressaltou.

Os festejos começaram já no dia 17, com novena em honra a Sant’Ana, encerrada, sábado (25), pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi que celebrou ao lado dos sacerdotes e diáconos. Ainda sábado, houve bênção especial para lembrar o Dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas.

Informações Assessoria de Imprensa

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