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2021 será marcado pelo novo ciclo da moda

Mix

16 de janeiro de 2021 05:30

Da Redação


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Os criadores de tendências de moda estão sempre um passo à frente da massificação do que irá ser lançado

A diferença entre uma tendência de consumo de sucesso e uma que não alcançou aceitação do consumidor, não é explicável. O fato é que exemplificar uma negação em massa é frustrante, e para piorar a situação, isso compromete todo o trabalho de uma equipe, consequentemente o efeito é dominó e devastador. O motivo de iniciar com este parágrafo é sobre criação e esgotamento mental de quem trabalha neste setor. A velocidade hoje de transmissão das tendências é, em geral, inversamente proporcional à sua duração. A adoção de uma tendência é normalmente ligada à exposição que o consumidor teve a informação.

Os criadores de tendências de moda estão sempre um passo à frente da massificação do que irá ser lançado. O objetivo é conquistar o público para adquirir sua nova proposta. Esse mercado entra em conflito com tantas informações pois uma peça as vezes considerada pelos críticos de moda avaliada como o extremo do ridículo pode ser cancelada por uma celebridade, o conflito se dá por conta de que a massa usa o que viu e se uma celebridade está usando é perfeita para ela também, não importa mais outras opiniões.

Desta forma, quem determina o que será moda ou não é o próprio consumidor. O nível de saturação é rápido, o que causa a pressão ao criador para uma nova tendência para um consumidor que está sedento por novidades, e neste ponto temos a depreciação do produto.

De fato, MODA é uma engrenagem que vai muito além de apenas se vestir. Hoje este segmento está operando em modo desgovernado, a profusão de informações que as pessoas são acometidas diariamente ou em simples conversas entre amigas, mudou a forma de consumo de moda. Isso é bom, ou ruim? Infelizmente não tenho como afirmar, apenas passar minha opinião, o que talvez para você, que segue minhas matérias deve estar se perguntando. Hoje nossa colunista está realmente disposta a escrever sobre o mercado, e não apenas passar dicas do uso das peças. Tem toda a razão, pois muitas são as perguntas que chegam até a mim e sobre o futuro da moda e não posso escrever sem explicar o passado.

As grandes marcas já não têm só mais duas coleções no ano :primavera – verão e outono -inverno, essa mudança já deu início a aceleração com coleções resorts e pre-fall no fast fashions, as coleções eram mensais, e já são semanais. Isso tudo gera uma certa falta de foco, tantas cores juntas são como uma obra de arte só que abstrata, assim se torna uma coleção que muitas confundem o seu público.

As mudanças ocorridas com a pandemia foram tão significativas que modificaram ainda mais este processo, a forma de como se relacionar em todos os aspectos, seja no âmbito econômico-profissional, seja no âmbito social-individual.

Desta forma a internet passa hoje a ter um papel central da nova sociedade, em termos de circulação de capital, reconfiguração de espaços e das relações sociais. Então o que a moda estava tendo dificuldades devido a aceleração, agora ganha velocidade. Como citei, só posso passar minha opinião. Acredito na criação humana, ela é que traduz nossos sentimentos, descreve nossas emoções em nosso vestuário. No passado, a função de se vestir era valorizar-se e se mostrar com a diferenciação, no tempo presente a valorização está na individualidade o futuro já aponta para esse novo tempo, quando a pantone definiu um duo de cores eleitas para 2021 o que a anos era apenas uma cor agora são duas. Estas são o amarelo e o cinza que comentarei na próxima edição.

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