PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Coluna 'Trilha da Fé': Monumento à Bíblia - marco de fé

Mix

12 de junho de 2021 05:45

Da Redação


Relacionadas

CulturAção aborda Olimpíadas e Futebol Digital

Concurso vai selecionar influenciadores de gastronomia

De cabeça raspada, Justiça nega habeas corpus para DJ Ivis

Em vídeo, DJ Ivis pede perdão a Pamella e a todas mulheres
Moda: As estampas que reconquistaram a realeza
A santa que foi substituída
Confira a Coluna Ponta Lagoa dessa semana (19/07)
Coluna 'Trilha da Fé': Monumento à Bíblia - marco de fé Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Coluna 'Trilha da Fé': Monumento à Bíblia - marco de fé

O mês de setembro tornou-se referência para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus, tornando-se em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. É específico da Igreja no Brasil. Tudo começou com o ‘Domingo da Bíblia’, em 1947, celebrado sempre no último domingo de setembro. Também neste mês, doa 30, se comemora o dia de São Jerônimo, um grande conhecedor da Bíblia, exegeta e tradutor da Bíblia para o latim, a vulgata. A partir de uma iniciativa pioneira da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) a celebração expandiu para o regional Leste 2, e, em 1976, o Mês da Bíblia foi assumido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em todo Brasil.

Este ano, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB promoveu, de 7 a 10 de junho, a Semana Bíblica Nacional, na modalidade virtual, para marcar o início da celebração do jubileu de ouro do Mês da Bíblia. O tema do Mês da Bíblia em 2021 é a Carta de São Paulo aos Gálatas, com o lema ‘Todos Vós Sois Um Só Em Cristo Jesus’ (Gl 3,28d). A Bíblia é tema de um monumento construído em Ponta Grossa, um dos primeiros do mundo. Na época, em 1969, era o único.  A construção nasceu de um projeto de lei, apresentado pelo vereador José Antunes, ainda em 1964, na gestão do prefeito Fulton Borges de Macedo.

     O Monumento à Bíblia foi desenhado por Enéas Corrêa de Vasconcelos, mesmo autor da bandeira do município. A obra, no entanto, aconteceu cinco anos depois, na lateral da Praça Floriano Peixoto. A inauguração aconteceu em 9 de novembro de 1969, às 17 horas. Presentes grande número de católicos, vindos das 13 paróquias que a Diocese tinha na época, autoridades civis, militares, eclesiásticas, entre as quais Dom Manoel da Silveira Delboux, arcebispo de Curitiba; Dom Geraldo Pellanda, bispo diocesano; Dom Frederico Helmel, bispo de Guarapuava, e Cyro Martins, prefeito. Foi cantado o Hino da Bíblia. Dom Geraldo leu a mensagem do Papa Paulo VI, especialmente enviada para a ocasião.

“É grato tomar conhecimento de iniciativas como a presente destinadas de per si chamarem a atenção para os livros sagrados, a fim de que, a Palavra de Deus se difunda e resplandeça. Ficará aí atestar o amor e a veneração e o quase culto da Sagrada Escritura que essa porção do Povo de Deus deseja professar”, citava a mensagem de Paulo VI. O monumento foi projetado pelo “engenheiro arquiteto Élzio Silva, de Curitiba. Tem o formato de um grande livro aberto, com dois painéis e dois suportes altos de concreto, que sustem um livro de bronze, com o peso de 150 quilos e, por baixo, uma fonte de água.

O painel esquerdo, de cor azulada e forma quadrangular, simboliza o Antigo Testamento, com a letra grega Alfa, que significa o ‘princípio’ e as duas tábuas da Lei, com números de um a dez, que representam os Dez Mandamentos. O painel direito, de cor amarelada, figura o Novo Testamento com a sigla grega XR que quer dizer Cristo Redentor e a letra grega que tem o sentido de ‘fim’. Os dois suportes verticais do centro são de cor branca, simbolizando a pureza da alma com que se deve ler a Escritura Sagrada. A fonte por baixo do conjunto de concreto contém água e folhagens que representam os dons de Deus. O livro aberto de bronze, fixado nos dois suportes simboliza a Bíblia. Nele estão gravados, com letras maiúsculas, versículos bíblicos”, descreveu padre Francisco Salache, vigário da Paróquia Sant’Ana, considerando o monumento “um marco de fé dos católicos ponta-grossenses”.


FONTES

- Livro-tombo da Paróquia/Catedral Sant’Anna

- Casa da Memória

- site da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB)

PUBLICIDADE

Recomendados