PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Realidade contemporânea e futuras direções

Mix

23 de outubro de 2021 10:00

Da Redação


Relacionadas

Ernani Buchmann realiza palestra presencial na ALCG

Artista contemporâneo realiza exposições em Ponta Grossa

Confira a Coluna RC desta sexta-feira (03 -12)

Superação do câncer de mama vira tema de livro infantil
Confira a Coluna RC desta quinta-feira (02 -12)
Confira a Coluna Fluídos Positivos desta quinta-feira (02/12)
PG terá festa eletrônica ao ar livre no próximo sábado
Realidade contemporânea e futuras direções. Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Coluna Estilo e Moda por Silvana Hass desta semana (23/10)

O corpo feminino foi, ao longo do tempo, sendo construído socialmente. No entanto, sua representação  mais do que as identidades sociais, se veiculou na mídia de diversas formas que por sua vez ressaltaram os ideais de beleza perfeita, que caracterizam uma sociedade  alinhada  ao consumo.  Na contemporaneidade vivemos uma época em que a magreza se tornou o ideal do corpo  feminino,  e passou  a ser representado como um sinal externo de sucesso levando muitas mulheres a uma obsessão por uma imagem corporal extremamente magra. 

Na contramão deste processo de padronização corporal, movimentos feministas desafiam a mídia a usar corpos esculpidos como produto para vender, além de um produto e sim uma regra a ser seguida. O segmento da moda compreende os ideais dos movimentos e se dá o início de forma lenta porém estilistas e criadores de moda enfatizam  a necessidade de aceitação corporal e  promover o bem-estar em novas modelagens.  

As movimentações feita  por mulheres a um movimento inverso a ditadura da valorização do corpo magro, essa representatividade, é a união de forças focada em mudar esses paradigmas  foram se intensificando cada vez mais hoje é impossível uma marca trabalhar sem antes não está atento a estas mudanças significativas.

A importância desta visibilidade na moda, nos dias atuais  constrói coleções inteiras e elevam ou acabam com uma criação inteira. Um movimento de tamanha extensão que  entende-se que o corpo carrega informações em si para se tornar significativo na sociedade, expressa muito mais que  formas físicas diferentes  possuem informações e gostos individuais. É preciso  respeito  às diferenças de   silhuetas  e  escolhas que uma pessoa faz  ou seja o corpo não  pode mais  ser entendido como um produto  padronizado  e sim  de representar suas mais variadas identidades.

Com esse modo de pensar da sociedade atual o corpo é  identificação pessoal e é nesse cenário que a moda se insere, considerando que, a moda sempre desenvolve o seu papel  fundamental  que está norteada em  bases   das  questões sociais, tecnológicas e culturais, além de levar a diversos questionamentos  que  identificam as expectativas e só  assim as tendências podem ser incorporadas às roupas.

O verão 2022  traz  esta tendência  chamada de naked dress ou nude dress, que na tradução da língua portuguesa significa “vestido nu” tendência para  os vestidos de festa. O modelo é  confeccionado em tule nude com elastano totalmente ajustado ao corpo, deixando a mostra  com muita transparência e com bordados com muito brilho em pontos estratégicos. 

O termo  naked dress não foi lançado agora é uma releitura onde nos anos de 1970 onde a cantora e atriz norte-americana Cher usou um modelo com muito brilho porém deixava sua silhueta à mostra outras famosas como Beyoncé, Jennifer Lopez e Rihanna. Esta última causou polêmica em 2015,  com seu modelo extremamente transparente todo bordado como se ele vestisse usando apenas estrelas que se agruparam em sua silhueta esbelta e brilhavam em uma noite especial.

Bom  para finalizar posso dizer que o ano de 2022 chega para valorizar todas as silhuetas. Esta é a proposta da estação, que não se  limita  apenas a qualidade estética, perfeita ou seja, não segue padrões que valorizam   apenas o sentido de um corpo perfeito como uma estátua. Esta tendência chega de forma totalmente  repaginada dos anos atrás, onde a transparência mostrava as perfeitas curvas  ao contrário, não atende apenas ao exterior com sua forma natural, também atende ao interior, o psicológico, pois  ambos  precisam  ser incorporadas e estar  além  das  roupas. Acredito  que inaugurou uma nova era, a do conforto emocional.

PUBLICIDADE

Recomendados